Jogadores defendem relógio no court

Relógios. Esta parece ser a melhor e mais solicitada solução por parte de muitos dos jogadores do circuito profissional, que por diversas razões não estão satisfeitos com o tempo desperdiçado entre cada ponto num jogo de serviço do adversário e pretendem colocar um ponto final nisso mesmo. Desde as rotinas de Rafael Nadal aos batimentos de bolas por dezenas de vezes antes de se servir ou, até, as famosas idas à toalha – tudo isto faz com que se percam segundos que são, para muitos, desnecessários.
Campeão em título do torneio de Wimbledon, Andy Murray é a favor da implementação de um relógio (ao ‘estilo’ do basketball, onde as jogadas são cronometradas): “Penso que é a única maneira de seguirmos em frente, porque senão que maneira temos de saber se um jogador está a demorar 20 ou 25 segundos? Se houver um relógio à vista de todos, então não existirão argumentos de nenhum dos jogadores.”
Também Caroline Wozniacki, que se queixou após o seu encontro frente a Barbora Zahlavova Strycova, deixou a sua opinião sobre o assunto: “Eu acho que ela foi muito lenta. Não me importaria [de ter um relógio no court] – mostra exactamente quanto tempo um jogador leva durante os pontos.”


No basketball, cada equipa tem 25 segundos
para dar por concluída uma jogada de ataque,
sendo utilizado um relógio como este em cada
encontro de forma a cronometragem nunca falhe.
E as ‘queixas’ estão longe de terminar por aqui: Lukas Rosol, que no ano passado surpreendeu Rafael Nadal e este ano ainda lhe venceu um set, acusou o espanhol de demorar bastante tempo: “Penso que todos os jogadores deveriam demorar o mesmo tempo entre pontos. Mas os melhores jogadores demoram sempre mais do que os jogadores normais e nunca ninguém lhes diz nada. Não sei porquê…”
Stanislas Wawrinka, um dos jogadores em destaque no maior semestre, também se pronunciou sobre o assunto após derrotar Denis Istomin na terceira eliminatória: “Podemos ver que há jogadores que demoram demasiado tempo e não são avisados nem penalizados pelo árbitro. E, quando isso acontece, vão para as conferências de imprensa refilar com o árbitro.”

Para Roger Federer, no entanto, não se resume apenas a cumprir os 20 segundos ‘legais’ para respeitar o adversário, mas sim de forma a que a modalidade não perca espectadores: “Penso que é importante que nós, enquanto jogadores, joguemos de forma rápida e não excedamos o limite de tempo, porque o que não quero é que percamos espectadores por jogarmos de forma muito lenta.”
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