Dificilmente a final do Challenger de Gatineau (Canadá), que decorreu este domingo, podia ter ido mais de encontro à preferência do público canadiano. Peter Polansky (128.º) defendia o título de campeão conquistado em 2016, na primeira edição do torneio, enquanto Denis Shapovalov (161.º), um dos jovens mais talentosos da sua geração, pretendia adicionar o seu nome à galeria de campeões da prova. No final, os espetadores assistiram à consagração de um novo campeão.
A final 100% canadiana entre dois dos sete tenistas da “casa” que disputaram o quadro principal de singulares ficou sentenciada ao cabo de uma hora e 58 minutos e com parciais favoráveis ao tenista de 18 anos (6-1, 3-6 e 6-3), que depois do título em Drummondville, em março, voltou assim a sagrar-se campeão em solo canadiano.
O vencedor da edição de 2016 do torneio júnior de Wimbledon deve aparecer no top 130 mundial já esta segunda-feira e assume-se cada vez mais como um dos (vários) nomes a ter debaixo de olho no que a esta nova geração de tenistas diz respeito.
Além dos 80 pontos amealhados com a conquista do torneio, Shapovalov, nascido em Tel Aviv (Israel) mas chegado ao Canadá antes de completar o seu primeiro aniversário, vê a sua conta bancária aumentada em cerca de 11 mil dólares.