Eva Asderaki é, aos 35 anos de idade, uma das árbitras de cadeira mais famosas do circuito. A grega tornou-se, em 2015, na primeira mulher a arbitrar uma final masculina do Grand Slam (duelo entre Djokovic e Federer na final do US Open) e, esta temporada, foi a escolhida para ajuízar a final feminina de Wimbledon entre a Garbiñe Muguruza e Venus Williams.
Numa entrevista recente ao Tennis Smash, citada pelo website Tennis World USA, Asderaki afirmou que Wimbledon tem algo que os outros Grand Slams não têm. “É muito especial. Todas as finais do Grand Slam são especiais mas, não sei, há qualquer coisa extra em Wimbledon“, começou por dizer.
“Talvez seja a forma como as coisas são feitas. Existe um protocolo. Dizem-te onde tens que estar. Dizem-te para teres o botão do casaco apertado para as fotografias, ainda que eu não tivesse e me tenham dito depois. Conheces o Duque [de Kent] e recebes a tua medalha. São estas pequenas coisas que acontecem durante o torneio que o tornam especial”, continuou.
Com 18 semanas do seu ano dividas entre Grand Slams, Taça Davis e Fed Cup, Asderaki tem trabalhado com a ITF ao longo dos últimos 20 anos, tendo começado aos 16 anos de idade quando foi chamada para ser juíza de linha num torneio ITF jogado na Grécia.