Yibing Wu. Vale a pena decorar o nome, porque aos 17 anos o tenista chinês promete ficar por muito tempo no circuito e continuar a quebrar barreiras. Se há uma semana conquistou o US Open júnior, este domingo estreou-se a vencer torneios do circuito Challenger ATP, isto depois de ter feito uma viagem de 12.000 quilómetros.
Motivado pela vitória em Flushing Meadows, que fez dele o primeiro tenista do país a sagrar-se campeão de singulares masculinos de um torneio júnior do Grand Slam (e ainda fez a dobradinha), Wu voou de Nova Iorque a Xangai.
Para os mais distraídos, a viagem pode passar despercebida, mas merece ser considerada: tratam-se de 12.000 quilómetros, o que equivale a cerca de 15h dentro do avião e uma diferença horária de 13 horas.
Os números não o intimidaram e o eventual cansaço muito menos: na terça-feira, praticamente sem tempo para respirar, venceu a primeira ronda frente ao segundo cabeça de série, Peter Polansky, por 6-3 e 7-6(3).
A essa, seguiram-se outras 3 vitórias, até que este domingo venceu o primeiro parcial (7-6[6]) frente ao “papa” Challengers Yen-Hsun Lu (tem 29 títulos) e viu o número 62 do mundo desistir devido a uma lesão no ombro direito para ficar com o título, que faz dele o tenista chinês mais novo de sempre a vencer um torneio da categoria e lhe vale uma subida de cerca de 177 lugares para se fixar no top 320 mundial pela primeira vez.
Agora? Agora segue-se a primeira “aventura” em torneios do circuito ATP, em Chengdu, e depois o primeiro ATP Masters 1000, em Xangai. Ambos em casa, ambos ótimas oportunidades para aprender junto dos melhores e, quem sabe, voltar a brilhar.