Roger Federer vs. Juan Martin del Potro numa final, em Basileia, outra vez. Tal como em 2012 e 2013, o suíço e o argentino voltam a ser os protagonistas de um torneio que nos dias de hoje é da categoria ATP 500 e com muito em jogo: o troféu, claro, mas também a perseguição pelo lugar cimeiro do ranking, no caso do tenista da casa, e o apuramento para o ATP Finals, relativamente à “Torre de Tandil”.
Pela primeira vez desde que os registos são mantidos, o Swiss Indoors Basel contava com a presença dos quatro primeiros cabeças de série nas meias-finais e, também pela primeira vez, com quatro ex-campeões (a Federer e del Potro juntava-se Marin Cilic, campeão em título). E foi precisamente o croata um dos protagonistas do primeiro duelo do dia, uma batalha entre servidores e potência que acabou por cair com relativa tranquilidade para Juan Martin del Potro.
Frente ao número 4 mundial e segundo cabeça de série, o argentino foi o jogador mais eficaz a pressionar na resposta e isso valeu-lhe quatro breaks (contra apenas dois assinados pelo croata), que ditaram o 6-4 e 6-4 final ao cabo de 96 minutos de encontro.
A segunda meia-final também ficou resolvida em dois sets. Mas se no encontro entre Juan Martin del Potro e Marin Cilic se verificou equilíbrio do início ao fim, o segundo e último duelo de singulares do dia foi de sentido único para Roger Federer, que conseguiu avançar para a 13.ª final no “seu” torneio graças a uma masterclass.
À procura do sétimo título na presente temporada, o helvético de 36 anos corrigiu os (vários) aspetos em que na noite anterior deixara a desejar frente a Adrian Mannarino — que o forçou a três partidas e um valente susto — e deu uma “lição” ao belga David Goffin (tem 26 anos) para vencer por 6-1 e 6-2. Naquele que foi o sexto encontro entre ambos, Federer venceu 91% dos pontos disputados no seu primeiro serviço, 65% no segundo e converteu quatro pontos de break, não dando sequer hipóteses ao número 10 mundial de reagir.
Para felicidade dos adeptos da casa, Roger Federer assinou, assim, o 13.º apuramento de carreira para a final do torneio de Basileia, que jogou pela primeira vez em 2000. Das 12 finais em que já participou, o suíço venceu sete, tendo perdido duas precisamente para o adversário que terá pela frente neste domingo: em 2012 e 2013, quando del Potro venceu por, respetivamente, 6-4, 6-7(5), 7-6(3) e 7-6(3), 2-6, 6-4.
O título e muito mais em jogo
Se o troféu de campeão do Swiss Indoors Basel já vale muito por si só, este domingo terá um “sabor-extra” para o vencedor, independentemente do tenista que o erguer.
No caso de Roger Federer, tratar-se-ia do 95.º título da carreira, 8.º em Basileia e 7.º na presente temporada. A juntar-se a isso, permitiria ao suíço aproximar-se ainda mais de Rafael Nadal na luta com o espanhol pelo primeiro posto do ranking mundial no final da época.
Já para Juan Martin del Potro, significaria o segundo título em duas semanas (foi campeão em Estocolmo no passado domingo) e da temporada, que o colocaria não em 13.º mas 9.º na Race to London, ou seja, em lugar de qualificação para o “Masters” do circuito masculino dado que à sua frente tem ainda Stan Wawrinka — um dos jogadores a já ter colocado um ponto final na presente temporada.