Dominic Thiem perdeu gás na segunda metade da época. Após a temporada de terra batida, em que disputou as finais do ATP 500 de Barcelona e do Masters de Madrid e as meias-finais do Masters de Roma e de Roland Garros, o austríaco não mais se reencontrou com resultados consentâneos com a sua qualidade.
Sem vencer dois encontros consecutivos desde setembro, Thiem prepara-se para disputar o Nitto ATP Finals pela segunda vez na carreira, mas sem a confiança que outrora o catapultou para grandes exibições (e resultados). Quem o diz é Günter Bresnik, o treinador que o acompanha desde os 8 anos de idade. “Ele não é o jogador mais confiante no momento, porque perdeu vários jogos depois de Wimbledon — jogos em que até teve match points“, analisou o treinador austríaco, em declarações à ESPN.
Número 6 da hierarquia, Dominic Thiem tem na sua esquerda a uma mão a sua imagem de marca e é portador de um grande serviço. Mas Bresnik considera que o seu pupilo ainda precisa de apurar o seu jogo. “Na minha opinião, ele ainda não encontrou o seu estilo de jogo. Tem um serviço muito bom, um jogo forte e agressivo do fundo do campo e executa todas as pancadas: não tem um mau volley, tem um bom slice e move-se muito bem, mas não tem respondido bem ao serviço e isso é algo que o pressiona nos seus jogos de serviço”, observou.
Günter Bresnik aponta que talvez o maior handicap de Thiem sejam as falhas de concentração que experimenta ao longo dos encontros. “Não tenho a certeza, mas as estatísticas devem indicar baixas percentagens de quando ele tem 40-00 e termina esse jogo logo no ponto seguinte. Isso é apenas uma pequena falta de concentração e este aspeto é algo que se trabalha”, frisou.