Depois de um ano de 2016 discreto, Rafael Nadal regressou em força ao circuito em 2017, terminando a temporada no lugar mais alto do ranking pela quarta vez na carreira e com mais seis títulos de campeão (dois do Grand Slam) no palmarés.
Em entrevista ao suplemento “Fora de Série”, do jornal El Mundo, o maiorquino de 31 anos abordou a temporada que agora findou e falou sobre a preciosa ajuda do seu amigo e treinador, Carlos Moyà.
“No final do dia, estive a época toda entre os 10 melhores tenistas do mundo e mantive o meu nível competitivo”, começou por resumir Nadal, reconhecendo depois que o sentimento de ansiedade experimentado em 2015 já não mora na sua mente.
“Em 2014, sofri com várias lesões e problemas de saúde, o que me colocou algumas dúvidas para começar 2015, dúvidas essas que me causaram alguma ansiedade que desconhecia até então. A verdade é que esse sentimento durou seis ou sete meses. Não voltei a tê-lo depois, desapareceu”, admitiu.
O sucesso e o fracasso andam de mãos dadas mas Nadal, que não pede meças a ninguém quando o assunto é competitividade e entrega ao jogo, tem o seu propósito bem definido. “Ninguém fracassa se der o seu melhor para vencer. O fracasso existe quando não se tenta o suficiente para alcançar os objetivos propostos. Quando dás o teu melhor para ganhar mas há fatores incontroláveis, isso para mim não é fracasso”, frisou.
Carlos Moyà, o amigo e treinador
Rafael Nadal e Carlos Moyà são velhos conhecidos e, para além da relação jogador/treinador, há uma amizade que os une. “Além de ser um bom amigo, a chegada de uma pessoa a uma equipa técnica traz sempre uma lufada de ar fresco: ouves coisas novas, treinas de maneira diferente”, reconheceu.
“Além da amizade, há muita confiança entre nós para dizermos o que quer que seja sem reservas, sem receios. Digo sempre ao Carlos o que sinto no momento, o que torna o trabalho mais fácil”, sentenciou.