Para Tomas Berdych, é fácil fazer uma breve análise à temporada de 2017: ficou àquem das expetativas. Das suas e do público. É o próprio quem o diz, citado pelo website Tennis Circus, ao reconhecer que “não foi um bom ano para mim.” Como uma das causas, o atual número 19 do mundo aponta as “várias lesões” que sofreu. E por isso quer corrigir alguns aspetos já na próxima época.
A começar pelo número de torneios que pretende jogar: “No próximo ano, não quero cometer o mesmo erro. Vou demorar todo o tempo necessário para recuperar a melhor forma quando for preciso. E isso significa que terei de reduzir o número de torneios a jogar, para que as fases de recuperação sejam maiores e assim, evitando o cansaço, não comprometa nem o meu jogo nem a minha saúde.”

A temporada de 2017 juntou-se às de 2013, 2010 e 2006 como as únicas desde o ano de 2004 em que o checo não conquistou qualquer título (perdeu a final do ATP 250 de Lyon para Jo-Wilfried Tsonga) e os restantes resultados também ficaram aquém do habitual.
E porque à forma menos boa se juntaram as lesões, entre as quais nas costas (que o levou a colocar um ponto final na temporada), a classificação de Tomas Berdych no ranking ATP piorou: ocupa atualmente o 19.º lugar e chegou a ser 20.º — o seu pior registo dos últimos sete anos e meio.
Ainda assim, o ex-vice-campeão de Wimbledon (em 2010, numa final que perdeu para Rafael Nadal) destacou precisamente a performance no Major britânico como um aspeto positivo neste ano. “Em Londres senti-me muito bem e só perdi nas meias-finais para o Roger”, tendo passado por Dominic Thiem e Novak Djokovic, que desistiu quando perdia por um set e um break.
A fórmula para 2018 promete, por isso, ser semelhante à que entretanto passou a ser adotada por Roger Federer. Em 2017, o suíço também “saltou” vários torneios (com destaque para a temporada de terra batida) de forma a preservar a sua condição física e estar pronto para os restantes eventos.