O website Tennis Actu publicou esta segunda-feira uma entrevista a David Goffin. A poucos dias de começar a nova temporada, o tenista belga falou sobre o último ano, a relação com os ténis e os tenistas franceses e, também, Nick Kyrgios.
A referência ao belga aconteceu quando o atual número 7 do mundo foi perguntado a Goffin se é importante ser um exemplo para a juventude. “Acho que me porto bem e tenho uma boa atitude para ter sucesso. Faço isso primeiro para mim e se depois puder influenciar os meus novos, sim, é importante. Um rapaz como o Kyrgios já chegou ao topo, mas não acho que seja um exemplo para os jovens desportistas australianos.”
Sobre o irreverente tenista australiano, Goffin acrescentou ainda que “é a maneira dele de trabalhar e funciona. Agora, veremos se pode ir ainda um pouco mais longe, porque talento tem muito. Agora, não me reconheço no tipo de atitudes dele. Nunca me vão ver a entrar no court com headphones… Mas há espaço para todo o tipo de personalidades, por isso não tenho problemas.”
Entre conversas sobre as férias que passou nas Maldivas com Jo-Wilfried Tsonga, Lucas Pouille e Pierre-Hugues Herbert, três jogadores que dias antes defrontara na final da Taça Davis e de quem reforça ser “muito, muito amigo, David Goffin referiu que a temporada de 2017 não o surpreendeu.
“Não sinto que tenha vivido um sonho acordado porque as minhas ambições no início da época eram muito altas. Já tinha feito um muito bom ano em 2016 e por isso queria continuar e ir ainda mais longe. Preparei-me para isso. Hoje em dia falam-me muito sobre o meu final de temporada, mas até me lesionar em Roland Garros também estava a ser muito bom e consistente”, concluiu.