Roger Federer não esquece Rafael Nadal nos Laureus Awards: “É por causa dele que eu me tornei melhor jogador”

Federer-Laureus

De uma lenda para a outra. Ao longo dos anos, o respeito e amizade entre Roger Federer e Rafael Nadal parece ganhar cada vez mais força. Seja nos maus momentos em que enfrentam lesões ou nos bons quando triunfam em Grand Slams, os dois melhores tenistas da atualidade exibem uma demonstração exemplar de pura classe.

Nesta terça feira assistiu-se a um contraste de emoções no que toca aos dois campeoníssimos. Por um lado, Federer foi considerado o melhor atleta do ano pela quinta vez tendo arrecadado também o prémio de regresso do ano. Por outro, no México, Nadal viu-se forçado a abandonar o torneio ATP 500 de Acapulco devido a lesão.

No evento de consagração, o suiço – embora ainda não tivesse sido informado relativamente à infelicidade do número dois mundial – não se conteve e deixou fortes e elogiosas palavras direcionadas ao colega. “Queria mencionar o meu rival Rafa. Ele próprio teve um ano inacreditável. Tivemos uma grande batalha e é por causa de um tipo como ele que eu sinto que me tornei um melhor jogador“, começou por confessar, citado no website da ESPN.

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Ele podia muito bem estar aqui com este prémio. É um incrível jogador, um incrível amigo e um incrível atleta“, continuou antes de explicar como a relação cresceu, já na conferência perante os jornalistas. “Todos os jogos que jogámos um contra o outro, eles de certa forma ligam-nos até um certo ponto. Quando perdes ou ganhas um jogo 9-7 no quinto set, isso deixa algo especial em qualquer pessoa”.

O recente campeão do Australian Open também abordou os rumores e as constantes perguntas acerca da sua reforma que acabam por surgir inevitavelmente de tempos em tempos. Para Federer, isso apenas alimenta a sua motivação e desejo de ganhar mais.

“É como um martelo a bater numa porta. Eventualmente, sabes que vai trespassar. Tens de apenas segurar a porta e não deixar chegar até ti”, explicou antes de concluir. “Acho que o facto de ter de responder a todas essas questões me tornou extremamente resiliente e forte. Tem sido fantástico – não provar que as pessoas estão erradas, mas que eu e a minha equipas estamos certos”.

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