Depois de ter passado por vários calvários ao longo da carreira, nem nos seus melhores sonhos Juan Martín del Potro imaginaria que, à data de hoje, estaria classificado no 6.º posto do ranking e a somar vitórias atrás de vitórias (já lá vão 13 consecutivas).
Mas o argentino não virou a cara à luta, regressou ao circuito e neste momento é o alvo a abater, numa altura em que parece em velocidade cruzeiro para chegar a bom porto, que é como quem diz a fazer a “dobradinha” em solo norte-americano — sete tenistas podem orgulhar-se desse feito (Federer, Djokovic, Agassi, Sampras, Rios, Chang e Courier).
Desengane-se quem ousar pensar que o argentino de 29 anos já está a exibir o seu melhor ténis. Ainda há margem para progredir, tal como o próprio fez questão de afirmar de viva voz. “Acho que estou a jogar bem. Mas posso jogar ainda melhor, assim continue com confiança e a ganhar encontros. Sei que não é fácil pois o meu corpo já começa a acusar algum cansaço depois de todas estas vitórias seguidas”, disse em conferência de imprensa no seguimento do triunfo no duelo com Kei Nishikori (6-2 e 6-2).
O recente campeão do Masters de Indian Wells quer ficar o máximo de tempo possível em Key Biscane, até porque esta edição marca o adeus a Crandon Park. “Gostaria de ficar mais tempo por aqui, porque é um torneio especial para mim e no qual gosto de jogar. É a última vez que jogamos em Key Biscane, pelo que gostaria de ficar aqui mais alguns dias”, sublinhou.
Na jornada de terça-feira, Juan Martín del Potro vai partilhar o court com o sérvio Filip Krajinovic, a grande sensação da edição do ano passado do Masters de Paris, em duelo alusivo aos oitavos de final.