Depois da vitória frente a Ryan Harrison, no Stadium de Crandon Park, João Sousa fez do Grandstand a sua fortaleza: foi lá que se superiorizou a David Goffin e a Jared Donaldson, mas esta terça-feira, regressado aquele court que dias antes lhe proporcionou festejos efusivos, viu quebrada a sua resistência. O responsável foi Hyeon Chung.
Sabia-se de antemão que o duelo de hoje seria aquele que mais exigiria do tenista português, principalmente no aspeto psicológico, porque defrontar o jovem sul-coreano é quase como bater bolas contra uma parede. Chung devolve tudo e mais alguma coisa, cobre bem todos os espaços do campo e é capaz de deslizar nos hardcourts tão bem como o seu ídolo, Novak Djokovic.
Mas o vimaranense surgiu em campo com a lição bem estudada e disputou o encontro taco a taco até dada altura. Contudo, à passagem do sétimo jogo da primeira partida, uma pequena quebra de concentração traduziu-se num break favorável a Chung, que beneficiou de vários erros vindos do outro lado da rede para se adiantar no marcador. Nessa altura, Sousa começou a manifestar alguma frustração com o muito vento que se fazia sentir: “É impossível jogar”, atirava na direção do seu treinador, Frederico Marques. “Não consigo atacar a bola com esta ventania”, vociferava. Daí à conclusão do set foi um saltinho: 6-4 para Chung, que cometeu somente dois erros não forçados, para 11 de Sousa.
Na segundo set, quando se esperava uma reação à João Sousa, foi Hyeon Chung quem começou o parcial da melhor maneira possível, ao quebrar o serviço do português logo no primeiro jogo. As manifestações de desagrado continuaram, o sul-coreano de 21 anos aproveitou para cimentar a sua liderança na contenda e minutos mais tarde acabaria por confirmar a vitória com os parciais de 6-4 e 6-3, rumo aos quartos de final do Miami Open.
And STILL he hasn't dropped his serve 🙌@HyeonChung is the first man into the #MiamiOpen quarter-finals with a top-class win over Sousa 6-4 6-3 💪 pic.twitter.com/PolibA78Jh
— Tennis TV (@TennisTV) 27 de março de 2018
Apesar da eliminação, João Sousa diz adeus a Key Biscane com boas vitórias na bagagem e, mais do que isso, com um nível de jogo bastante interessante para as próximas semanas de competição, que, recorde-se, já serão jogadas sobre o pó de tijolo. Antes, porém, ainda há a deslocação à Suécia para a Taça Davis, numa eliminatória que será jogada em piso rápido coberto.
O pupilo de Frederico Marques recebe pela sua participação neste segundo Masters da época um importante cheque de $88,135 e vai ascender ao 70.º ou 71.º posto na atualização de rankings da próxima segunda-feira.