Para já, o foco (e raquetes) estão em Valência, onde a Espanha recebe a Alemanha por um lugar nas meias-finais do Grupo Mundial da Taça Davis. Mas o Masters 1000 de Monte Carlo está a chegar e é lá que o maiorquino Rafael Nadal se prepara para igualar outro histórico da modalidade.
Sem jogar desde o Australian Open, o tenista espanhol de 31 anos recuperou a primeira posição da tabela graças às derrotas de Roger Federer na final do Masters 1000 de Indian Wells e segunda ronda de Miami (dois torneios onde defendia os títulos conquistados em 2017). E, agora, tem garantida a permanência na posição cimeira pelo menos até ao final do torneio de Monte Carlo, que arranca a 16 de abril.
Quer isto dizer que Rafael Nadal chegará, pelo menos, às 170 semanas no primeiro lugar do ranking ATP, uma marca até aqui apenas alcançada por seis jogadores masculinos — um deles John McEnroe, cuja marca o espanhol alcançará precisamente no principado monegasco.
Depois, só o tempo (e os resultados) o dirá, porque Nadal precisa de vencer no Mónaco para continuar no topo da tabela. Uma tarefa que, aliás, não lhe é nada estranha, ou não contasse ele com dez (!) troféus de campeão naquele torneio.
Se quiser continuar a sonhar, Rafael Nadal terá, depois, de ser muito paciente: é que o quinto lugar está à distância de 53 semanas do registo conseguido por McEnroe (ou seja, um ano e uma semana). Pertence a Novak Djokovic, que por sua vez tem à frente Jimmy Connors, Ivan Lendl, Pete Sampras e Roger Federer — o recordista no que ao circuito masculino diz respeito.
Mais semanas como número 1 ATP:
308 – Roger Federer
286 – Pete Sampras
270 – Ivan Lendl
268 – Jimmy Connors
223 – Novak Djokovic
170 – John McEnroe
168 – Rafael Nadal (serão no mínimo 170)
109 – Bjorn Borg
101 – Andre Agassi
80 – Lleyton Hewitt
(…)
41 – Andy Murray