Nick Kyrgios falhou este sábado o apuramento para a final do ATP 250 de Estugarda, mas do outro lado da rede, importa frisar, estava o grande campeoníssimo Roger Federer. Ainda assim, e porque o equilíbrio é nota dominante quando se defrontam, o embate de ontem não foi exceção, ficando apenas definido no tie break da terceira partida.
Na opinião de Lleyton Hewitt, o seu compatriota reencontrou a felicidade por estar, finalmente, a jogar sem dores. “Não há nada pior do que jogar com dores. Eu fiz isso durante a minha carreira, jogando com certas lesões e tentando geri-las da melhor maneira possível. A maior razão pela qual o Nick está feliz agora é porque está livre de mazelas”, referiu, em declarações à agência de notícias australiana AAP.
Kyrgios disputou em Estugarda o seu primeiro torneio em singulares desde abril, falhando por isso vários eventos importantes, como Roland Garros. “Foi muito frustrante para ele. Mas agora o Nick sabe que está a recuperar a sua forma e pode concentrar-se em aprimorar o seu ténis para a época de relva”, afirmou o antigo número 1 mundial.
Lleyton Hewitt é suspeito para falar, tal é a proximidade e cumplicidade que tem com Nick Kyrgios, mas nem por isso deixou de evidenciar as qualidades do atual 24.º posicionado no ranking mundial. “O mais importante para ele é estar mentalmente pronto para jogar e, quando isso acontece, ele é capaz de jogar o seu melhor ténis”, indicou, antes de rematar: “Algumas pessoas são genuínas e o Nick é uma delas. Ele é um artista e a modalidade precisa de tenistas como ele”.