Na capital da democracia norte-americana a noite pertenceu à realeza britânica. E desta vez, ao contrário do que acontecera no relvado do Queen’s Club, foi o mais velho dos “reis” a sorrir por último: o número 21 britânico, Andy Murray, derrotou o número 1, Kyle Edmund, por 7-6(4), 1-6 e 6-4, e está na terceira ronda do ATP 500 de Washington.
Sorteados na mesma secção do quadro — aliás, com caminhos cruzados logo à segunda ronda — pela terceira vez nas últimas semanas, os dois melhores tenistas britânicos dos últimos anos (ainda que com grandes diferenças nos respetivos currículos) voltaram a chocar de frente.
Ou seja, a protagonizar um duelo extremamente equilibrado, decidido apenas nos detalhes e, justo dizer, com a experiência a fazer a diferença. Exemplo perfeito é o primeiro set, equilibrado de tal forma que foram necessários 67 minutos para se concluir e só com recurso ao tiebreak, com Murray (atual 832.º classificado do ranking ATP) a atacar com muita precisão o segundo serviço do seu compatriota (18.º) já na fase final para lhe criar muitas dificuldades.
Se passou despercebido a muitos — e eventualmente até ao próprio –, as estatísticas e a internet não perdoam e rapidamente se soube que aquele longo parcial era o primeiro que Andy Murray ganhava a um jogador do top 20 desde as meias-finais de Roland Garros 2017, perante Stan Wawrinka. Pouco quer dizer se pensarmos que o ex-número 1 do mundo praticamente não competiu nos últimos 12 meses, mas…
De volta ao encontro, no segundo parcial o equilíbrio parecia manter-se, mas ao quarto jogo Kyle Edmund aproveitou a janela de oportunidade que teve para fazer o break e aumentar rapidamente a vantagem para anular a desvantagem. Com o terceiro set regressou, aí sim, o verdadeiro equilíbrio e foi preciso esperar até surgir a primeira quebra, com Murray a aproveitar o 10.º jogo para, e ao primeiro match point, confirmar a vitória que no Queen’s Club lhe escapara por pouco.