São já mais de três meses sem qualquer vitória para Gastão Elias. O número 2 nacional e 142.º ATP sentiu uma lesão no ombro durante o Challenger de Braga e desde aí, entre a prolongada ausência do circuito, o regresso a meio gás e dores na mão, não voltou a conhecer o sabor dos triunfos.
Desta vez, foi derrotado na primeira ronda do Challenger de Como, dando continuidade àquele que está a ser um dia negro para os representantes portugueses no “segundo escalão” do circuito profissional masculino.
Se na parte da manhã João Domingues já tinha sido derrotado em Maiorca — num torneio Challenger que se joga na Academia de Rafael Nadal, que aliás lhe dá nome — e Pedro Sousa neste mesmo torneio de Como, à tarde foi a vez do tenista da Lourinhã ficar pelo caminho. Os parciais? 7-5, 3-6 e 6-3 a favor do tenista da casa Salvatore Caruso (218.º), contra quem mediu forças pela primeira vez.
Na localidade italiana, Elias até entrou bem e transmitiu a sensação de estar a caminho do regresso às vitórias. No entanto, não conseguiu aproveitar nenhum dos três break/set points consecutivos de que dispôs no serviço de Caruso ao 10.º jogo e acabou por perder não só esse como os dois seguintes, permitindo ao jogador da casa adiantar-se no marcador.
Apesar do equilíbrio se ter mantido e do tenista português ter igualado o marcador com a conquista do segundo set, o cenário final viria mesmo a sorrir ao menos cotado dos dois jogadores, que ao fim de 2h32 de encontro selou a vitória.
O desaire na primeira ronda do Challenger de Como — que em 2017 foi ganho por Pedro Sousa — constitui a quinta derrota consecutiva de Gastão Elias, que depois da desistência nas meias-finais do Challenger de Braga perdeu na primeira ronda em Wimbledon, Los Cabos (ATP 250) e no qualifying do US Open (pelo meio, abdicou das idas a Roland Garros e Bastad, outro torneio da categoria ATP 250).