Pressão por ser uma campeã do US Open? Pressão por estar a jogar em casa?
Para Naomi Osaka, nada parece ter mudado. A super-estrela japonesa continua a ser a mesma rapariga tímida, que tantas respostas divertidas dá aos fãs e jornalistas e, acima de tudo, a jogadora que entra em court com o mesmo foco e determinação dependendo da adversária ou circunstância, como se tem visto ao longo da semana em Tóquio, onde já está na final (a sua segunda em três anos, tendo perdido a de 2016 para Caroline Wozniacki).
Quis o calendário que o primeiro torneio de Naomi Osaka como campeã de um torneio do Grand Slam (e, por isso, todas as atenções do mundo sobre si) acontecesse logo no seu país e a resposta não poderia estar a ser melhor: na Arena Tachikawa Tachihi, que este ano substitui o Ariake Coliseum, que está a ser melhorado para os Jogos Olímpicos de Tóquio 2020, a número 7 mundial começou por derrotar Dominika Cibulkova (6-2 e 6-1), depois Barbora Strycova (6-3 e 6-4) e, na madrugada deste sábado, Camila Giorgi (com 6-2 e 6-3).
E assim, com 10 vitórias consecutivas e 20 sets ganhos em 21 disputados, aí está ela noutra final. Em casa, como clara favorita do público e, aparentemente, sem pressão.
Pelo que não será de estranhar se se apresentar assim na grande decisão, frente à também especialista em pisos rápidos, Karolina Pliskova. A checa tem tido um percurso bem mais complicado, tendo precisado de três parciais para derrotar Daria Gavrilova, Alison Riske e Donna Vekic.