Chegou ao fim a participação de João Sousa (43.º ATP) no Rolex Shanghai Masters. O número 1 nacional procurava garantir a presença no quadro principal do Masters 1000 de Xangai pela quinta vez, primeira via fase de qualificação, João Sousa foi travado por um ex-top 20 e atual 68.º do ranking.
Ao garantir, para o seu lado, um primeiro set no qual salvou os seis break points (dois deles set points) que enfrentou — sem dispôr de nenhum –, o pupilo de Frederico Marques conseguiu, com muito sofrimento à mistura, dar o sempre importante primeiro passo.
Mas a caminhada ainda ia a meio, e o muito experiente — e sempre imprevisível — Benoit Paire sabia-o, de tal forma que aproveitou as únicas oportunidades de que dispôs (no segundo set fez o break logo no jogo inaugural e no terceiro aproveitou o 3-4) para trabalhar a reviravolta, que ao fim de 1h59 se traduz nos parciais de 6-7(4), 6-4 e 6-4 a seu favor.
Desta forma, está encerrada a “Asian Swing” de 2018 para o tenista português, ele que começou por ser semifinalista em Chengdu (ATP 250), depois perdeu na primeira ronda em Pequim (ATP 500) e, agora, falha o acesso ao quadro principal do penúltimo Masters 1000 do ano. Resumindo, somou quatro triunfos e três desaires.
Agora, segue-se nova aparição na Taça Davis. O vimaranense abdicou de uma semana de competição no circuito ATP para defender as cores de Portugal frente à África do Sul, nos dias 19 e 20 de outubro no CIF, em Lisboa. A eliminatória vale “ouro”, dado que em caso de vitória a seleção portuguesa garante presença no qualifying das Davis Cup Finals — a nova versão do play-off do Grupo Mundial.