Depois de Pune, Sydney. Pedro Sousa vai jogar mais um torneio antes de se estrear em quadros principais do Australian Open — ou pelo menos assim planeia, porque para já depende de terceiros.
Contactado pelo Raquetc depois da derrota na ronda inaugural do evento indiano, que marcou a sua estreia em quadros principais de eventos ATP disputados em piso rápido, o número 2 nacional tinha acabado de aterrar em Sydney, onde espera disputar a fase de qualificação do torneio australiano (Kyle Edmund, Stefanos Tsitsipas, Daniil Medvedev, Diego Schwartzman e Alex de Minaur são as grandes estrelas do quadro principal).
“Neste momento estou três fora do qualifying, acho que vou entrar”, revelou Pedro Sousa. Entretanto, a lista atualizou-se e a verdade é que o número 104 do mundo já só precisa de mais duas movimentações, pelo que a participação na fase de qualificação é cada vez mais provável. O objetivo? “Continuar a melhorar nestas condições, numa superfície em que não tenho feito muitos jogos, para tentar evoluir e chegar a Melbourne em boa forma.”
A entrada direta no quadro principal do Grand Slam australiano não passou indiferente a Pedro Sousa, que depois de alguma hesitação — Juan Martin del Potro anunciou a desistência na tarde de dia 31 de dezembro e a lista demorou a ser atualizada — partilhou a sua alegria. “Fico muito contente, jogar um quadro principal de um torneio do Grand Slam era um objetivo que tinha e infelizmente já tinha ficado três vezes à porta no qualifying.”
Sobre a estreia na temporada, o lisboeta considerou ter conseguido “uma boa prestação. No primeiro set não estive tão bem no serviço, demorei um bocadinho a adaptar-me às sensações do piso rápido mas acho que joguei bem. O segundo e o terceiro set foram bons, estive a um bom nível e espero continuar assim nas próximas semanas.”
Em 2017, Pedro Sousa disputou apenas dois quadros principais em torneios de nível ATP (o Millennium Estoril Open e o ATP 250 de Bastad, chegando à segunda ronda em ambos os casos). Antes, já tinha tentado a sorte no ATP 250 de Doha e no ATP 500 do Rio de Janeiro. Foi no circuito “secundário” que mais se destacou, tornando-se inclusive no primeiro português a disputar cinco finais Challenger numa única temporada.