Tudo está ainda muito incerto para Andy Murray: depois da derrota num excelente encontro frente a Roberto Bautista Agut na primeira ronda do Australian Open 2019, o tenista britânico revelou, em conferência de imprensa pós-embate, não saber qual será o próximo passo depois da sua participação em Melbourne e pondera inclusivamente submeter-se a uma nova cirurgia.
“Tenho basicamente duas opções. Uma é a de descansar os próximos quatro meses e meio para depois me preparar para jogar Wimbledon. Isto mesmo tendo em conta que não estive confortável no meu quadril. No final de contas, estou mesmo a sofrer. Não consigo andar de todo de forma normal nesta altura. Podia jogar mais um encontro, mas se quero voltar a jogar, melhorar a minha qualidade de vida, porque mesmo que tire quatro meses, não consigo andar. Continuo com muitas dores só a fazer coisas do dia a dia”, frisou em primeira instância.
Ao mesmo tempo, contudo, Murray está bem ciente dos riscos que poderá correr caso opte por voltar à mesa das operações. “Ter uma operação como essa, não há absolutamente quaisquer garantias de que poderei voltar a jogar. Estou bem mentalizado disso. É uma operação realmente muito importante. Não há garantias de que possas regressar após isso”, afiançou o campeão de Wimbledon por duas ocasiões.
“Provavelmente decidirei na próxima semana ou algo do género. Mas é o que eu estava a dizer no outro dia, este pode muito bem ter sido o meu último duelo. Simplesmente ainda não sei. Porém, se hoje foi o meu último jogo, foi uma forma brilhante de terminar [a carreira]. Isso é algo que possivelmente também terei em consideração”, concluiu o ex-número um mundial.