Um nasceu em Tel Aviv a 15 de abril de 1999. O outro em Montreal a 8 de agosto de 2000.
Denis Shapovalov e Félix Auger-Aliassime são dois dos jogadores mais brilhantes da nova geração e em comum partilham o país que defendem (e que é o mesmo que Bianca Andreescu, a recém campeã do torneio de Indian Wells, representa) — o Canadá.
Por isso, a madrugada desta quarta-feira foi uma que dificilmente os apaixonados por ténis daquele país vão esquecer.
É que numa curta janela de tempo quer Auger-Aliassime, quer Shapovalov carimbaram o apuramento para os quartos de final do Masters 1000 de Miami. O primeiro, que ainda está nos seus 18 anos, fê-lo pela primeira vez graças a um triunfo por 7-6(4) e 6-4 frente ao 17.º cabeça de série, Nikoloz Basilashvili. Já o segundo, precisou de trabalhar mais para sair por cima de uma longa e espetacular batalha com o grego Stefanos Tsitsipas, o número 10 do mundo e também ele da #NextGen, por 4-6, 6-3 e 7-6(3) num duelo que terminou já depois da 1h30 da manhã.
Shapo seals it in style 🤘
🇨🇦 @denis_shapo d. Tsitsipas 4-6 6-3 7-6(3), earning his second top 10 win and first #MiamiOpen QF pic.twitter.com/vuHR4cSgmA
— Tennis TV (@TennisTV) March 27, 2019
Denis Shapovalov (que se estreou em meias-finais de Masters 1000 em 2017, precisamente no Canadá) e Félix Auger-Aliassime (que este ano jogou a primeira final da carreira, terminando como vice-campeão do ATP 500 do Rio) são jogadores diferentes e com personalidades diferentes, mas partilham a alegria de pisar o court, o talento e a explosão de rendimento que estão a viver.
E escusado será dizer que não se querem ficar para aqui. Quanto a um encontro 100% canadiano, esse só poderá acontecer na final, dado que os dois estão em metades diferentes do quadro: Auger-Aliassime vai medir forças com o croata Borna Coric, Shapovalov com Frances Tiafoe.
Para além de tempos áureos para o ténis canadiano, estes parecem ser novamente tempos áureos para o circuito masculino: num período em que Roger Federer, Rafael Nadal e Novak Djokovic ainda dominam, a nova geração começa a ganhar o seu espaço de forma acentuada.