Hard Rock Stadium, Miami. Casa dos bicampeões do tão mediático Superbowl e, a partir deste domingo, do 101.º título da carreira de Roger Federer. O tenista suíço destronou o campeão em título John Isner para se tornar no primeiro vencedor da nova fase do torneio e colocar um ponto final num registo inédito no ténis internacional.
Aos 37 anos, e duas semanas depois de ter perdido a final do ATP Masters 1000 de Indian Wells, o helvético voltou a ter na raquete a possibilidade de se tornar no primeiro tenista — masculino ou feminino — a conquistar dois títulos em 2019 e desta vez não escorregou, ao carimbar a vitória em 63 minutos, pelos parciais de 6-1 e 6-4.
Ao contrário do que os amantes de desporto norte-americanos mais se habituaram a ver, este domingo não houve nenhum quarterback a pisar o campo e muito menos touchdowns a celebrar, mas mesmo com de raquete na mão Roger Federer conseguiu fazer lembrar o futebol — o futebol como o conhecemos e não o que mais se pratica e festeja do outro lado do Atlântico.
Porque se na antevisão ao encontro o número cinco mundial tinha confessado que teria de ser um pouco como um guarda-redes a defender penalties para travar os serviços potentes e imprevisíveis do norte-americano, quando chegou a hora de agir a teoria deu lugar à prática: Federer mostrou-se exímio na arte de adivinhar e conquistou três quebras de serviço num primeiro set que de história só teve o domínio que conseguiu aplicar. Nos primeiros 23 minutos de jogo, o tenista suíço alinhou 7 winners contra apenas 2 erros não forçados e só cedeu um ponto nos seus jogos de serviço.
Com uma movimentação particularmente apurada, o quarto cabeça de série manteve-se por cima na segunda partida mas como esperado o jogador da casa conseguiu ter um papel mais ativo no rumo dos acontecimentos e mesmo com uma lesão no pé minimizou os estragos ao segurar quatro jogos de serviço e manter-se honrosamente em campo mesmo quando o corpo já parecia não aguentar mais antes de acabar por ceder a 18.ª vitória da temporada a Federer.
E foi então que, ao “cantar” do Game, Set and Match, as luvas de guarda-redes deram lugar ao imprescindível relógio e o suíço pôs em prática pela 101.ª vez na carreira o seu ritual: erguer mais um título, este com um sabor especial por lhe permitir por colocar um ponto final no já longo jejum em torneios da categoria Masters 1000 que se prolongava desde outubro de 2017, quando venceu em Xangai.
E o recorde de Jimmy Connors (109 troféus de singulares conquistados no ATP Tour) fica cada vez mais perto… Conseguirá chegar lá?
Mais títulos em torneios #ATP Masters 1000:
33 – Rafael Nadal
32 – Novak Djokovic
28 – ROGER FEDERER
17 – Andre Agassi
14 – Andy Murray
11 – Pete Sampras pic.twitter.com/EMby8VCtTM— Raquetc (@raquetcom) March 31, 2019
Atualizado às 19h28.