Os 30s são os novos 20s: Gilles Simon e Feliciano López vão discutir o título no Queen’s Club

Um tem 34 anos,
O outro tem 37.

Gilles Simon e Feliciano López são os finalistas do quadro principal de singulares do Fever-Tree Championships, o ATP 500 que se joga nos courts relvados do prestigiado Queen’s Club, em Londres.

Numa jornada recheada de drama, o primeiro a garantir o acesso à grande decisão foi o tenista francês: aos 34 anos, Simon está novamente a praticar algum do melhor ténis da carreira e num duelo em que existiu pouco a separá-lo do adversário conseguiu encontrar as soluções necessárias para dar a volta ao quarto cabeça de série Daniil Medvedev: 6-7(4), 6-4 e 6-3 foram os parciais de um triunfo suado, que exigiu muito trabalho e só foi consumado ao fim de 2h37, graças aos quatro pontos de break convertidos (50% das oportunidades aproveitadas) e aos seis que conseguiu salvar (75%).

Depois, seguiu-se outro longo e equilibrado duelo com contornos muito semelhantes: Félix Auger-Aliassime, que procurava a quarta final do ano e da carreira (e segunda consecutiva), foi mais forte no primeiro set e também se adiantou graças a um tie-break praticamente perfeito.

Mas Feliciano López, campeão do torneio em 2017, conseguiu encontrar forças para se manter na luta pela vitória no encontro com maior discrepância de idades (18 anos e nove meses) desde 1977 e acabou mesmo a consumar a reviravolta, graças aos parciais de 6-7(3), 6-3 e 6-4.

A vitória, consumada às 18h23 e seguida de outros dois triunfos — às 18h57 completou com sucesso os quartos de final de pares e às 20h52 as meias-finais, ao lado de Andy Murray —, dá ao espanhol de 37 anos a possibilidade de se tornar no primeiro wild card a ficar com o título de campeão no Queen’s Club desde 1999, quando Pete Sampras o conseguiu.

Será a 18.ª final da carreira em singulares para o espanhol, que tem um aproveitamento de 6-11 e já não conquista um título precisamente desde a vitória neste mesmo torneio, em 2017 (foi finalista no ano de 2014). Desses seis títulos, três aconteceram na relva (também venceu em Eastbourne, em 2013 e 2014).

Já Gilles Simon, tem um currículo mais recheado — venceu 14 de 21 finais disputadas — e não só parte em busca do primeiro título do ano como do primeiro da carreira em superfícies relvadas, ele que perdeu a única final disputada até ao momento nestas condições (para, imagine-se, Feliciano López em Eastbourne 2013).

Total
0
Shares
Total
0
Share
Vista geral sobre privacidade

Este website utiliza cookies para fornecer a melhor experiência de navegação. As informações são guardadas no seu browser e permitem reconhecer o seu regresso ao website, bem como ajudar a nossa equipa a perceber que secções acha mais úteis e interessantes.