Na relva manda ele: Roger Federer faz história ao sagrar-se campeão em Halle pela 10.ª vez

Se há superfície em que o ténis de Roger Federer encaixa na perfeição, essa superfície é a relva e esta semana voltou a ficar bem evidente: o tenista suíço venceu todos os encontros que disputou em Halle para se sagrar campeão pela 10.ª vez na carreira, fazendo deste o primeiro torneio em que chega à dezena de títulos.

De regresso ao seu oásis depois de uma surpreendente passagem pela terra batida, o número três do mundo completou mais uma semana perfeita na relva germânica ao derrotar David Goffin por 7-6(2) e 6-1 na grande final deste domingo.

Depois de encontros suados frente a Jo-Wilfried Tsonga, em que esteve longe do seu melhor, e Roberto Bautista Agut, em que voltou a apresentar um bom nível perante um adversário que ainda assim o conseguiu levar aos limites, Roger Federer elevou o nível de jogo para superar o tenista belga — que não jogava uma decisão desde que foi vice-campeão do ATP Finals, em novembro de 2017 —  pela oitava vez em nove encontros, segunda neste torneio.

Mas ao contrário do frente a frente o que se passou dentro do campo teve tudo menos desequilíbrio: no primeiro set, o helvético foi o único a enfrentar break points (e consecutivos) e não conseguiu criar muitas dificuldades no serviço do belga, pelo que o tie-break foi a única forma de se encontrar um vencedor. E aí sim, Federer conseguiu dominar como se espera dele na relva para ganhar uma preciosa vantagem.

Depois do título perdido em 2018 para Borna Coric, o suíço de 37 anos tinha aqui uma oportunidade de ouro de chegar finalmente à sua primeira “décima” e não a desperdiçou: no segundo set viu-se um Federer ainda mais agressivo, com a confiança suficiente para continuar a subir à rede no seu próprio serviço mas também para arriscar mais na resposta. E o risco que correu foi rapidamente recompensado, com o primeiro break a surgir logo no jogo inaugural e o segundo pouco depois, uma espécie de “machadada” final na 13.ª decisão da carreira no torneio.

A 10.ª vitória da carreira em Halle faz de Roger Federer o segundo jogador da história da Era Open a vencer um torneio pelo menos em 10 ocasiões diferentes. O primeiro? Rafael Nadal, que já o conseguiu em Barcelona (11), Monte Carlo (11) e Roland Garros (12).

Este é o terceiro título levantado pelo número três do mundo na atual temporada (já o tinha feito no ATP 500 do Dubai e no ATP Masters 1000 de Miami, uma semana depois de ser finalista em Indian Wells), estando por isso de volta ao topo da tabela de jogadores com mais títulos conquistados em 2019 — o 16.º ano da carreira em que conquista pelo menos três eventos.

E é mais um passo dado por Federer na lista de maiores vencedores da história: tem agora 102 títulos, estando cada vez mais perto dos 109 que o norte-americano Jimmy Connors conseguiu conquistar.

Mas talvez o dado mais importante desta final tenha a ver com a próxima paragem de Roger Federer: é que a vitória em Halle permite-lhe retirar vantagem da regra exclusiva de Wimbledon, que utiliza uma “fórmula especial” para designar os cabeças de série e com este resultado faz dele o segundo pré-designado, ultrapassando Rafael Nadal mesmo se no ranking o tenista maiorquino continuará a ser o segundo classificado.

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