Salvou dois match points na meia-final frente a Alexander Zverev e não descansou enquanto não revalidou o título que tinha conquistado em 2018. Pela segunda vez consecutiva, Nikoloz Basilashvili foi o último sobrevivente do Hamburg Open. Na final, o georgiano derrotou o russo Andrey Rublev (78.º ATP) com parciais de 7-5, 4-6 e 6-3.
O encontro não começou de feição para o campeão em título, que sofreu o primeiro break do encontro e viu Rublev adiantar-se por 3-1. Num primeiro parcial onde colocou apenas 44% dos primeiros serviços, Basilashvili conseguiu ainda assim operar a reviravolta. Apesar das poucas bolas colocadas com a primeira pancada, o certo é que o georgiano perdeu apenas um ponto disputado no primeiro serviço ao longo de todo o set.
Já a servir melhor, mas ainda longe de números satisfatórios, Basilashvili viu Rublev responder no segundo set. O russo esteve sempre sólido a servir e foi o único a descobrir break points na resposta. À segunda tentativa, conseguiu mesmo a quebra de serviço que se revelou fulcral para o desfecho do parcial.
De volta à igualdade, o último set iria decidir o vencedor do torneio que, no caso de Basilashvili, seria bicampeão. O georgiano entrou determinado em chegar ao terceiro título da carreira e, mesmo quando Rublev devolveu a primeira quebra de serviço do terceiro set, o número 16 do Mundo colocou o pé no acelerador para conquistar novamente a vantagem. Ao cabo de duas horas e nove minutos, a vitória ficou consumada.
A segunda vitória da carreira em Hamburgo marca também a conquista do terceiro título da carreira de Nikoloz Basilashvili – e do primeiro da temporada -, depois de também ter ganho na época passada em Pequim. Para além disso, o tenista de 27 anos entra agora num lote muito restrito: é o quarto jogador da história a conseguir vencer em Hamburgo por duas vezes consecutivas, depois de Eddie Dibbs (1973 e 1974), Andrei Medvedev (1994 e 1995) e Roger Federer (2004 e 2005).
Na próxima segunda-feira, o georgiano vai manter o 16.º lugar da hierarquia mundial, ao passo que Andrey Rublev vai registar uma das maiores subidas da semana – 29 posições – e alcançar o 49.º posto.