Estava tudo preparado para a festa ser feita pelos da casa, mas pelo segundo ano consecutivo Diego Schwartzman ficou às portas de um título em casa — desta vez no Cordoba Open, o primeiro de dois torneios ATP 250 disputados de forma consecutiva na Argentina. Tudo por conta de Cristian Garin, o “vizinho” que virou o cabo das tormentas para conquistar o terceiro título da carreira no circuito ATP.
E tudo graças a um wild card: é que o chileno de 23 anos tinha começado a época de forma dececionante (apenas uma vitória nos seis primeiros encontros realizados) e por isso decidiu-se pelo convite que a organização do torneio tinha guardado até à última hora.
Decisão certa, claro está, como aliás atestam os parciais de 2-6, 6-4 e 6-0 aplicados a um rival que partia como favorito para a final e também com a vantagem no frente a frente (2-1).
Favorito de todos, Schwartzman tinha na memória a dor de perder uma final em casa — foi finalista em Buenos Aires há 51 semanas — e terá certamente recorrido às emoções negativas para entrar com todas as forças na decisão, como aliás foi seu apanágio em todas as rondas anteriores.
Mas o início fulminante não chegou e nem os três pontos de break consecutivos criados ao 1-1 do segundo set nem o break de atraso recuperado já na reta final dessa partida lhe deram o pouco fôlego de que precisava para levar avante a investida: Garín voltou à carga e a esse jogo, que fechou o parcial, seguiram-se outros seis totalmente dominados pelo chileno, que tomou conta da situação com nervos de aço.
A vitória no Córdoba Open traduz-se na terceira da carreira de Cristian Garín no circuito ATP — depois dos títulos conquistados em Houston e Munique no ano de 2019 — e é mais uma oportunidade para recordar o ascendente notável da nova estrela do ténis chileno, que há menos de dois anos (em maio de 2018) foi finalista do Lisboa Belém Open e se despediu do circuito secundário com três títulos consecutivos (em Campinas, Santo Domingo e Lima, onde travou Pedro Sousa na grande final).
Na segunda-feira terá mais uma razão para celebrar: vai entrar no top 30 (27.º) pela primeira vez. E promete não se ficar por aqui…