Nuno Borges: “Foi uma semana quase perfeita e saber que este não é o meu limite dá-me motivação”

Sara Falcão/FPT

OEIRAS — Uma semana depois de perder na primeira ronda após desperdiçar um match point contra o futuro campeão, Nuno Borges só foi travado na final do segundo Oeiras Open. O resultado final não foi o pretendido, mas o maiato de 24 anos não hesitou em classificar esta como “a melhor semana” da carreira — até porque ao sucesso nos singulares juntou o título em pares, ao lado de Francisco Cabral.

“Tenho de ambicionar mais, querer mais e trabalhar mais para da próxima vez conseguir ‘sacar’ uma vitória, mas sem dúvida que esta semana foi quase perfeita”, admitiu na conferência de imprensa que colocou um ponto final numa quinzena inesquecível.

A final foi ganha por Pedro Cachin, com os parciais de 7-6(4) e 7-6(3), mas Nuno Borges teve várias hipóteses de selar a segunda partida com o serviço e forçar um set decisivo, oportunidades que lamentou ter desperdiçado: “Estou obviamente muito triste e desapontado por não ter conseguido ganhar. É uma lição, mas o Pedro mereceu, porque jogou muito bem do início ao fim.”

Ainda sem conseguir encontrar explicações para o que aconteceu a partir do momento em que liderou por 5-1 e 40-0 no serviço na segunda partida, o tenista português procurou explicar o que sentiu: “Ainda estou a tentar perceber, mas houve um acumular de tensão muito grande para chegar àquele ponto e depois houve um momento em que perdi a energia que tinha, parti do princípio de que já tinha o set ganho e tirei o pé do acelerador e depois já não consegui reentrar no jogo.”

Por isso, Nuno Borges despediu-se do Complexo de Ténis do Jamor com várias “lições”, mas otimista em relação ao futuro: “Tenho de jogar mais e lidar mais com este tipo de situações. Saber que este não é o meu limite e que consigo fazer mais traz-me motivação.”

E com um objetivo na mira: o Australian Open de 2022. “No ano passado o meu objetivo era chegar ao top 300, agora tenho pensado ir à Austrália em janeiro, para jogar o qualifying. A partir daqui as posições [do ranking] começam a ser cada vez mais espaçadas e é cada vez mais difícil subir, portanto a diferença entre número 300 e número 220 acaba por ser maior. Os objetivos vão mudando e se lá chegar antes ainda melhor, mas ir à Austrália é o meu objetivo.”

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