Andrey Rublev (6.º) foi um dos que desde cedo manifestou um vincado posicionamento contra a invasão da Rússia à Ucrânia e se há sensivelmente um ano gravou na lente de uma câmera a mensagem “Guerra não, por favor” depois do apuramento para a final do ATP 500 do Dubai, desta feita voltou a aproveitar igual proeza para naquele mesmo palco robustecer a condenação feita ao conflito russo-ucraniano.
O moscovita, que este domingo se viu incapaz de revalidar o estatuto de campeão após perder diante do compatriota Daniil Medvedev na final por 6-2 e 6-2, havia na passada jornada quebrado o enguiço diante de Alexander Zverev e foi no rescaldo desse êxito que partilhou a mensagem: “Tsoi está vivo.”
Na conferência de imprensa subsequente, Rublev associou a nota ao conturbado período que está a ser atravessado no leste da Europa, apontando reminiscências do período de mudança que marcou a década de 80: “Era um artista de outra geração passada que teve grande importância na União Soviética, a sua voz era muito poderosa. Não se viviam tempos fáceis e as suas letras davam esperança às pessoas. Escrevi a mensagem porque sinto que, nestas alturas, estamos a viver um sentimento idêntico.”
Inconformado com o cenário sombrio vivido pelos russos e ucranianos, Rublev ressaltou: “É duro falar do que está a acontecer, porque mesmo que eu tente só jogar e treinar, isto tudo acaba por me afetar. Não podemos agir como se nada estivesse a acontecer, porque isto é horrível. Muitos civis estão a sofrer a a morrer todos os dias. A única coisa que desejo é que em breve haja paz em todos os países.”