OEIRAS – Henrique Rocha estava há uma semana no outro lado do mundo a disputar o Australian Open e de regresso a Portugal não conseguiu vencer na primeira ronda do Indoor Oeiras Open, prova realizada num local a que pode chamar casa. Sem refúgio na transição transatlântica, o número três nacional até ficou satisfeito com a prestação diante do perigoso Leandro Riedi, tenista que ao contrário do portuense sabe o que é ser feliz nesta prova.
“Foi um encontro com bom nível. Sabia o que esperar do outro lado, sabia que é um jogador perigoso e que joga com muita força. Acho que consegui jogar muito bem no primeiro set e o desfecho foi uma pena. De certa forma, dei-lhe alguma vantagem depois para o segundo, ele ficou mais tranquilo. Penso que estive superior quase o primeiro set todo, faltaram apenas alguns detalhes. No geral foi um jogo bastante positivo e tenho de olhar para ele com bons olhos”, analisou na conferência de imprensa posterior à derrota sofrida ao cabo de 78 minutos.
Por norma com facilidade em lidar com o jet lag, Henrique Rocha explicou quão diferentes são as condições no Jamor comparativamente a Melbourne, no entanto algo comum a Riedi que também viajou dos antípodas. O maior contraste prende-se com a própria estação do ano, que influi no jogo: enquanto na Austrália é pleno verão, em Lisboa é inverno e as temperaturas têm estado baixas.
O dissabor desta terça-feira piorou o registo de Rocha nesta prova criada há quatro anos: apenas em 2025 foi capaz de vencer um duelo e agora tem sete derrotas num local onde treina regularmente. O jogador de 21 anos falou do assunto sem mostrar grandes motivos de alarme.
“É a superfície menos confortável para mim. Privilegia a malta mais alta e que serve bem, mas na verdade já consegui fazer bons encontros e ter bons desempenhos aqui. Cheguei a ganhar o Campeonato Nacional com bons jogos, com bom nível. Nos Challengers é verdade que ainda não consegui ter resultados, mas já no ano passado senti-me com bom nível aqui. Os resultados não têm demonstrado o que tenho jogado”, sublinhou
De certa forma, os parciais e os adversários dos três últimos vão ao encontro da explicação. Riedi venceu este torneio em 2024 e todos os quatro troféus Challenger do palmarés foram amealhados em condições semelhantes; em 2025, cedeu duas vezes no tie-break de terceiro set e no primeiro desses compromissos, diante Frederico Silva, dispôs de cinco match points para ser feliz.
Como sempre, o ténis traz uma nova oportunidade, neste caso uma nova chance no mesmo exato local, na próxima semana. “Resta-me continuar a tentar e esperar, vai acabar por cair para mim. Resta-me estar presente”.