Nuno Borges carimbou pela terceira vez consecutiva a presença na terceira ronda do Australian Open, mas no rescaldo ao triunfo com Jordan Thompson reconheceu que foi difícil lidar com a entrada em falso frente ao tenista da casa.
“Foi um encontro muito, muito complicado. Principalmente depois daquele primeiro set, foi duro conseguir aceitar que ainda tinha pelo menos mais três pela frente, mas foquei-me primeiro no segundo set“, explicou após rubricar a segunda vitória da semana.
“Ele jogou muito bem no primeiro, serviu muito bem, mas acreditei que não ia conseguir manter esse ritmo. E, mais uma vez, senti que com o decorrer do encontro fui subindo o meu nível, fui respondendo cada vez melhor, a pôr cada vez mais pressão no serviço do meu adversário, até que acabei por quebrá-lo algumas vezes e consegui dar a volta ao encontro”, rematou o maiato de 28 anos, o primeiro português da história a alcançar pelo menos a terceira ronda em três anos consecutivos no mesmo Major.
Feita a análise, Borges acrescentiu que “soube muito bem” voltar a triunfar frente ao jogador da casa, pois sabia que “era um adversário a quem eu podia ganhar e foi uma luta até ao fim, mas, mais uma vez, à melhor de cinco sets não há encontros fáceis, principalmente com um jogador da casa, o estádio cheio, as pessoas aos berros do início ao fim.”
Segue-se, na quinta-feira, o norte-americano Learner Tien, atual 29.º do ranking com apenas 20 anos, de quem o número um português espera “um encontro muito físico”.
“Ele é especial no fundo de campo, consegue mudar muito bem de direções e controla bem a bola. Vou ter de ser bastante agressivo e servir bem se quiser ter hipóteses. Ele já teve dois encontros duros também, certamente que traz alguma confiança. Sinto que ele é favorito, mas vou para ganhar, sem dúvida”, finalizou a estrela do Centro de Alto Rendimento da Federação Portuguesa de Ténis.