Chris Rodesch “sonha em grande” e conta com “lenda” para o alcançar

Beatriz Ruivo/FPT

OEIRAS – Chris Rodesch é natural do Luxemburgo há 24 anos e quer ser top 100 brevemente. O gigante de 1,98 metros vem da melhor época da carreira, ainda que travada por uma lesão no tornozelo, e mesmo oriundo de um dos países mais pequenos da Europa, sem grande tradição na modalidade, não tem medo de sonhar. Na verdade, há uma lenda do seu país que o ajuda a perseguir os objetivos.

Gilles Muller chegou a ser o 21.º melhor tenista do mundo e atualmente é o capitão luxemburguês na Taça Davis. Desde setembro, o finalista do Millennium Estoril Open de 2017 (campeão de dois títulos ATP num total de oito finais), atual comentador de ténis na Tennis TV, também ajuda particularmente Rodesch.

“Fazemos 10 semanas juntos, até esteve comigo na Austrália. Consigo aprender imenso com ele, é o melhor de sempre do Luxemburgo. É uma lenda no nosso país”, contou em conferência de imprensa no Estádio Nacional o atual 209.º do ranking ATP, que em julho, antes da tal lesão, chegou a figurar no top 150 ATP. Rodesch recordou o “épico” triunfo de Muller diante de Rafael Nadal em Wimbledon, 2017. “Tinha 16 anos e vi na TV. As minhas emoções estavam à flor da pele. Ele é dos melhores desportistas de sempre no Luxemburgo”.

Filho de um pai futebolista da seleção nacional e de uma mãe basquetebolista, Rodesch não tem medo de ambicionar o melhor nem de o expressar. “É importante sonhar em grande, mesmo num país tão pequeno. Como somos tão pequenos, por vezes a mentalidade é rebaixarmo-nos, ser tímidos. Por isso também foi importante para mim sair do Luxemburgo e ir para o college nos Estados Unidos da América para abrir a minha mente. É fulcral ter atletas que vão para o mundo e mostrem como somos grandes, mesmo que sejamos pequenos em tamanho”.

O sonho leva-o ao top 100 porque sabe que tem nível para superar essa elite num certo mano a mano. Mais ciente, depois da lesão, da importância de cuidar do corpo, Rodesch sente-se preparado para atacar a época que ainda agora iniciou. Para já, ficou satisfeito com o qualifying do Australian Open, prova na qual cedeu na segunda eliminatória face ao prodígio espanhol Rafael Jodar, que só parou na segunda ronda do quadro principal.

A transição do calor para o frio e a mudança de fuso horário não afetou o número um do Luxemburgo e chegado ao Jamor – ele que é fã de Portugal, até pelos laços entre os respetivos países – não perdeu qualquer set a caminho de um confronto este sábado diante do lituano Vilius Gaubas. “Estou cheio de confiança e tenho feito bons encontros neste início de ano. E gosto das condições do torneio”.

“O homem sonha, a obra nasce”, já dizia Fernando Pessoa. E como o sonho comanda a vida, Chris Rodesch aponta sem medo aos grandes palcos. Para já, o caminho começa no Indoor Oeiras Open, onde joga nesta quinzena à procura de avolumar um currículo com um título Challenger em duas finais disputadas.

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