OEIRAS — Não houve brilharete, mas Gastão Elias agarrou-se às boas sensações recolhidas fora dos dois encontros realizados e deixou o Complexo de Ténis do Jamor motivado para enfrentar as semanas necessárias a Sul do país, em torneios menores, de forma a recuperar o terreno perdido depois de um ano aquém das expetativas.
Eliminado à primeira nos dois Indoor Oeiras Open, o mais velho dos tenistas portugueses em atividade (35 anos) explicou que “talvez precisasse de uma vitória para começar uma boa sequência.”
“Na primeira semana tive muito azar no sorteio porque apanhei um jogador dificílimo de defrontar e ainda hoje se viu que ele deu uma aula ao Landaluce, que joga muito e serve muito. Hoje apanhei um jogador que vem de fazer uma meia-final e que está totalmente por dentro das condições, a jogar bem e confiante, por isso era um jogo difícil que talvez eu conseguisse ganhar, sim, mas para o qual precisava de mais ritmo”, acrescentou após a derrota por 6-2 e 6-4 perante Daniil Glinka.
“Quando isto acontece, tenho de agarrar-me às sensações que tenho tido nos treinos e ao que tenho feito no dia a dia porque se me focar nestas duas derrotas parece que a fase é mais negativa do que eu realmente estou. Continuo a achar que estou num bom momento de forma, a jogar bem, mas infelizmente as peças encaixaram de uma maneira difícil de solucionar”, rematou Elias, ex-finalista deste indoor Oeiras Open e recordista luso de títulos (10) e finais (23) no ATP Challenger Tour.
A solução passa por rumar ao Algarve, dentro de poucas semanas, para jogar torneios ITF à procura de “uma boa sequência de jogos, provavelmente sem adversários como os que apanhei esta semana, mas em que ainda assim é preciso prestar muita atenção e manter um nível de concentração alto porque são torneios de que toda a gente quer sair e onde há sempre jogadores com muita forma.”
Tal como o amigo Frederico Silva, também Gastão Elias tem o regresso aos torneios do Grand Slam como primeira grande meta definida.