Frederico Silva e os suspeitos do costume em dia de meias-finais do Indoor Oeiras Open 2

Beatriz Ruivo/FPT

OEIRAS – O penúltimo dia da quinzena de Indoor Oeiras Open arranca este sábado às 11 horas na nave dos campos cobertos do Complexo de Ténis do Jamor e as caras são todas familiares. Frederico Silva lidera a lista de protagonistas que vai em busca do derradeiro encontro do próximo domingo e os três concorrentes sabem o que é ganhar embates no torneio.

O português de 30 anos, natural das Caldas da Rainha, é o único português em ação no fim de semana decisivo e é o único dos quatro em estreia nas meias-finais do Indoor Oeiras Open, evento que vai marcar a segunda presença em semifinais Challenger em Portugal depois da CT Porto Cup do verão passado. Frederico Silva vai disputar a 13.ª semifinal na categorial e quer chegar à quinta final, primeira em quase três anos.

O número quatro nacional nunca venceu uma prova do ATP Challenger Tour (cedeu em quatro finais) e essa seria a história de sonho na perspetiva nacional. Referências não lhe faltam: treina habitualmente nos courts do torneio (é atleta do Centro de Alto Rendimento da Federação Portuguesa de Ténis) e até já ergueu o título nacional absoluto, em 2024, no campo principal do recinto.

A concorrência é feroz. O próximo adversário, Daniil Glinka, há uma semana só parou nesta mesma fase no primeiro certame da quinzena e tem explanado todas as suas maiores virtudes: potência de jogo sem grandes erros, bons serviços e aberturas de ângulos dos dois lados do campo, em especial na belíssima esquerda a uma mão do jogador esquerdino. O número dois da Estónia está na melhor fase da carreira e alcançou a quinta meia-final Challenger, todas desde setembro quando se estreou de imediato numa final. Em novembro arrecadou o primeiro e único troféu no circuito secundário.

Na segunda meia-final, Chris Rodesch, campeão do primeiro Indoor Oeiras Open e numa série de sete triunfos seguidos no torneio, vai encarar Alexis Galarneau, carrasco de Jaime Faria para carimbar o acesso pela terceira vez às meias-finais da prova, após ter atingido a mesma fase duas vezes em 2025. Veremos se não há duas sem três ou se à terceira é de vez para o canadiano, derrotado nas últimas sete semifinais no ATP Challenger Tour. Galarneau levantou o título singular a este nível em julho de 2023, em Granby, mas não chega ao último dia desde abril de 2024.

Rodesch nunca perdeu no Jamor, tendo feito a estreia há uma semana. O número um do Luxemburgo venceu a prova no passado domingo cedendo apenas um set, na final, e foi bafejado pela sorte no segundo evento. Na primeira ronda, viu Elmer Moller, principal cabeça de série, abandonar lesionado; na segunda, Tiago Torres nem entrou em campo, lesionado na virilha. O gigante de 1,98 metros, treinado pelo ex-21 ATP Gilles Muller, parece dito e feito para estes courts e vai jogar a sétima meia-final Challenger em busca da quarta final – o troféu levantado no Jamor foi o segundo do palmarés na categoria intermédia do ténis profissional masculino.

As duas meias-finais têm algumas semelhanças. Dois grandes servidores (Rodesch, que ainda não cedeu o golpe de saída na segunda competição, e Glinka) contra dois tenistas que respondem extremamente bem. Há um duelo de canhotos, o outro vai opor dois destros. Agora, todos eles têm boas lembranças da nave dos campos cobertos e querem alargar as sensações positivas.

Quais vão continuar a sorrir? Começamos a descobrir a partir das 11 horas, com entrada livre a todo o público.

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