OEIRAS — Frederico Silva deixou escapar a oportunidade de jogar pela primeira vez uma final Challenger em Portugal e no rescaldo ao Indoor Oeiras Open salientou precisamente o significado de jogar “em casa” como maior causa do sabor agridoce na despedida do Jamor.
“No meu caso, acontece mais vezes eu salvar match points e depois ganhar o encontro do que propriamente ter eu os match points e desperdiçá-los. Ser uma meia-final em casa, com o acesso à final no Jamor em jogo, acaba por custar mais do que ser noutro sítio”, admitiu na sequência de “um dos encontros [da carreira] em que tive mais oportunidades para fechar.”
Aos 30 anos, Frederico Silva é o jogador português com mais finais de singulares da história (41) e venceu duas dezenas delas, mas ainda persegue o primeiro troféu de campeão no ATP Challenger Tour (0-4) e no Jamor tentava regressar a uma final quase três anos depois.
O jogador natural das Caldas da Rainha dominou o embate com Daniil Glinka até ao momento em que serviu para a vitória. Seguiram-se cinco match points, mas não aproveitou nenhum e viu o adversário da Estónia ganhar outro fôlego: “Faltou-me um serviço melhor porque naquela altura estava bem, estava por cima do jogo. Ele estava com dificuldades em arranjar soluções para a forma como joguei do fundo do campo e o facto de não conseguir meter primeiros serviços acabou por soltá-lo. Jogou aqueles pontos com uma agressividade muito alta e obviamente custa bastante, mas sinto que abordei os pontos da forma como devia ter abordado. Apesar de tudo, tenho de dar mérito à forma como jogou, porque não é fácil ter tantos match points contra e soltar-se completamente para jogar daquela forma.”
Concluída a campanha no Jamor, o próximo destino de Frederico Silva será a Índia, onde conta começar uma série de “três, quatro ou cinco torneios Challenger” com o objetivo de embalar e dar passos importantes em direção ao objetivo maior: o regresso aos torneios do Grand Slam já no qualifying de Roland-Garros.