Portugal saiu da China com uma derrota por 3-1 no play-off do Grupo Mundial I da Taça Davis e o capitão luso, Rui Machado, reconheceu que o par que abriu a jornada deste sábado tinha contornos decisivos para uma eliminatória que à partida já esperava ser “muito difícil”.
Em declarações difundidas pela Federação Portuguesa de Ténis, o ex-top 60 ATP reconheceu que “este não foi o resultado que esperávamos” e explicou que “se queríamos ganhar esta eliminatória, era importante ter ganho o par.”
“É certo que a China tem um jogador que já fez grandes resultados em pares, mas nós também tínhamos uma grande dupla, que tem ganho muitos jogos na Taça Davis e tem um top 20. Até mesmo pela dinâmica que se cria após o encontro, porque o Nuno joga [o singular] logo depois do par, é sempre muito determinante. O Zhang acabou por fazer um jogo melhor, enquanto o Nuno acabou por nunca encontrar muito bem o ritmo. É uma situação difícil, jogar logo a seguir ao par e encontrar esse ritmo. Já o tinha feito algumas vezes, mas hoje não conseguiu sentir-se bem em campo, confiante, e isso determinou que perdesse o singular e que nós perdessemos a eliminatória“, rematou Rui Machado.
Sobre a eliminatória em Guangzhou, o capitão português acrescentou que a comitiva estava preparada de antemão para “uma deslocação muito difícil” e lembrou que “tentámos fazer o nosso melhor e fomos profissionais, chegámos aqui o mais cedo possível e tivemos uma grande semana de preparação, mas apesar de termos começado a eliminatória com uma grande vitória não foi possível.”
Já com os olhos postos no futuro da competição, o responsável pela seleção acrescentou que “agora resta-nos manter o espírito de união do grupo para tentarmos vencer a próxima eliminatória” e falou do fator casa: “Já lá vão seis eliminatórias a jogar fora e historicamente sabemos que todas as equipas têm dificuldades. Nós temos tido também, apesar de recentemente termos ganho à Áustria e ao Mónaco, mas sempre foi muito difícil ganhar fora de casa e agora, depois de três anos sem jogarmos em Portugal, gostávamos de ter essa oportunidade, mas o sorteio ditará o que se segue.”
E o que se segue será o Grupo Mundial 2 da Taça Davis, em setembro, com os possíveis adversários ainda por definir.