15 anos depois da treinadora, Korneeva também vence no Jamor e levanta maior troféu da carreira

Beatriz Ruivo/FPT

OEIRAS – 15 anos depois da treinadora Anabel Medina Garrigues vencer o antigo Estoril Open, Alina Korneeva também venceu no Jamor e conquistou no Women’s Indoor Oeiras Open o primeiro título WTA 125 do palmarés, torneio que disputou a convite da organização da prova.

A jovem russa de 18 anos, atleta da academia de Rafael Nadal, amealhou o nono troféu da carreira (segundo de 2026) e o quinto em Portugal, que assim junta ao da Figueira da Foz em 2023 (W1000), às Caldas da Rainha em 2024 (W100) e aos W50 de Leiria e Évora em semanas consecutivas na época transata, temporada onde atingiu ainda nova decisão na Figueira da Foz.

A 41.ª(!) vitória em solo nacional surgiu às custas da checa Darja Vidmanova (137.ª WTA), igualmente a disputar a maior final do currículo, com os parciais de 7-5 e 6-1 em 81 minutos de um embate no qual foi superior quase do início ao fim.

Com mais agressividade natural no seu ténis e melhor fisicamente, Korneeva (157.ª) carregou desde o começo do encontro e cedo ficou a liderar por 5-1, numa altura em que dilatou muito a vantagem devido ao poderio nos chamados pontos importantes: muitos foram os winners para salvar pontos de break na infância da final.

O maior momento de aperto para a campeão do primeiro torneio WTA 125 da temporada lusa surgiu nesse instante. Mesmo com set point a favor, a ainda teenager – antiga líder da hierarquia de sub-18 e vencedora de dois Grand Slams no escalão – viu a adversária ‘traiçoeira’ (faz muitas variações de bola e serve bem do alto dos 1,91 metros) arrecadar quatro jogos de empreitada.

A jovem prodígio não pareceu muito incomodada por ver fugir o ascendente e a partir dessa ocasião só cedeu um jogo mais, acabando o compromisso com oito dos últimos nove jogos e a confirmação de uma supremacia que parecia evidente na antecâmara do duelo, mesmo que a mais velha (23 anos) entrasse na decisão com melhor cotação na hierarquia feminina.

Korneeva deverá ascender ao posto 131 do ranking WTA face aos 125 pontos adquiridos, a três lugares da melhor cotação da carreira. E terá sempre Portugal para amealhar mais no futuro.

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