Hungria e Suécia garantem bilhetes para play-off de acesso aos qualifiers da Billie Jean King Cup

Beatriz Ruivo/FPT

OEIRAS – Hungria e Suécia garantiram esta sexta-feira os dois primeiros bilhetes para os play-offs de acesso à ronda de qualificação da fase final da Billie Jean King Cup. França e Sérvia vão este sábado discutir a derradeira vaga.

E se a Hungria era dos conjuntos mais fortes no plano teórico, fruto sobretudo da top 100 (63.ª WTA) Anna Bondar – uma das cinco tenistas de elite presentes no Complexo de Ténis do Jamor -, a Suécia causou a grande surpresa da competição, um dia depois da recuperação quase milagrosa diante da seleção portuguesa.

A primeira eliminatória concluída opôs a Hungria à segunda equipa da casa, por assim dizer. É que a turma francesa trouxe uma entourage de respeito e são claramente o conjunto com mais apoio no Jamor. Mesmo assim, e apesar igualmente da fase de grupos imaculada (três vitórias), as gaulesas não resistiram à seleção de leste, num confronto com honras de Court Central.

Amarissa Toth (305.ª) surpreendeu Leolia Jeanjean (129.ª, ex-91.ª) e deu o primeiro ponto à equipa após triunfo por 6-4 e 6-3. Depois, num duelo digno de elite e perante público ao rubro, Bondar (top 50 em 2022 e finalista do WTA 250 de Hamburgo no verão passado) selou a eliminatória ao bater outra top 100, Elsa Jacquemot (59.ª), com os parciais de 6-1 e 7-6(3).

A França, de longe a seleção mais cotada da prova (campeãs em 2019), capitaneada ex-número 11 WTA Alizé Cornet e com a estrela Kristina Mladenovic na fileira – chegou a ser número 10 de singulares, mas é sobretudo uma das melhores em pares neste milénio com nove títulos do Grand Slam no palmarés – tem nova chance de atingir o desejado play-off, para posteriormente voltar ao patamar condizente com o seu historial, frente à Sérvia.

O conjunto Balcã era a grande favorita a vencer esta espécie de final, isto depois de ter superado uma fase de grupos onde constava a Croácia das top 100 Antonia Ruzic e Petra Marcinko e a Eslováquia de Rebecca Sramkova. Mas a Suécia voltou a vestir a capa de tomba-gigantes, e novamente após ceder o primeiro singular.

Caijsa Wilda Heinemann (333.ª) perdeu com a mais cotada Teodora Kostovic (161.ª) por 6-3 e 7-5. Mesmo com duas oportunidades de sentenciar a eliminatória, a Sérvia deixou-se surpreender pela tenacidade escandinava, que além de Portugal também tinha deixado para trás a forte seleção da Alemanha na fase inicial.

Um dia depois de derrotar Francisca Jorge em situação similar, Kajsa Rinaldo Persson (249.ª) bateu Lola Radivojevic (145.ª) com os parciais de 3-6, 6-4 e 6-1 (ou seja, a Suécia esteve a um set da eliminação) e empatou o confronto. No par, a Sérvia contou com uma top 10 WTA na variante, a talentosa Aleksandra Krunic (oitava da hierarquia), duas vezes finalista de provas do Grand Slam, mas nem isso foi suficiente.

Caijsa Wilda Hennemann e Lisa Zaar, o mesmo par da véspera contra as irmãs Jorge, ultrapassaram Krunic e Natalija Senic por 6-4 e 6-1 para fecharem a surpresa e a história mais bonita da semana no Jamor.

A partir das 11 horas, França e Sérvia vão batalhar pela última vaga, num dia com outras duas eliminatórias, no caso referentes à luta pela despromoção. Croácia e Países Baixos garantiram a permanência nesta jornada (duas equipas com ambições de subida) ao derrotarem, respetivamente, Dinamarca (2-0) e Noruega (2-0), que assim descem de divisão. O derradeiro dia tem agendado os confrontos entre Alemanha e Lituânia e entre Roménia e Geórgia.

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