França bate Sérvia e completa lote de apurados para os play-offs de promoção da BJK Cup

Beatriz Ruivo/FPT

OEIRAS – Um dia depois da Hungria e da Suécia, a França também garantiu uma vaga nos play-offs de acesso à ronda de qualificação da fase final da Billie Jean King Cup.

Perante apoio de vários franceses fervorosos, os gauleses prevaleceram na eliminatória de definição do terceiro lugar ao derrotarem a congénere sérvia por 2-0, mas dois singulares que superaram as cinco horas de duração, num dia marcado pelas fortes condições ventosas que prejudicou a qualidade de jogo e trouxe várias quebras de serviço em ambos os compromissos.

O primeiro duelo foi o mais dramático. Sarah Rakotomanga (136.ª WTA), a surpreendente campeã do WTA 250 de São Paulo em setembro de 2025, disputou pela primeira vez um encontro de singulares ao serviço do ‘blues’ – estreou-se esta semana pela seleção e já tinha vencido dois embates de pares – depois de ter sido chamada no último instante face à lesão de Leolia Jeanjean na anca no período de aquecimento.

Rakotomanga nunca mais vai esquecer o primeiro duelo individual pela seleção, de 3h02 de duração e com dois match points salvos no décimo jogo do segundo set. A francesa de 20 anos bateu Teodora Kostovic (161.ª), de 18 primaveras e semifinalista do Indoor Oeiras Open WTA 125 de fevereiro, com os parciais de 3-6, 7-6(5) e 6-2. No final, a alegria de todos os gauleses contrastou com o choro compulsivo da jovem talentosa tenista dos Balcãs.

O segundo embate também foi resolvido em três sets, no caso favoráveis à top 60 WTA Elsa Jacquemot (59.ª). A número três dos ‘azuis’ ultrapassou Lola Radivojevic (145.ª) por 6-4, 4-6 e 6-3 em 2h21 para selar a eliminatória e a passagem da França aos plays-offs de promoção. A festa efusiva começou de imediato no Court Central do Jamor e uma das seleções mais fortes no plano teórico (campeã em 2019), orientada pelo ex-número 11 WTA Alizé Cornet e com a catedrática Kristina Mladenovic na fileira, confirmou o estatuto.

O mesmo não se pode dizer da Alemanha, outro conjunto histórico (duas vezes campeãs) e com uma top 100 a atuar no Jamor (Ella Seidel), que foi superada pela Lituânia no match tie-break do par decisivo. A Geórgia também foi despromovida ao Grupo II, tal como a Noruega e a Dinamarca (sem Clara Tauson) na véspera.

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