OEIRAS — Portugal concluiu o Grupo I da Zona Europa-África da Billie Jean King Cup em sétimo lugar ex-aequo e cumpriu o objetivo principal de assegurar a manutenção nesta divisão, mas despediu-se do Jamor com uma sensação agridoce após ficar à porta do play-off de promoção. Perdida essa oportunidade, o último dia foi utilizado para preparar o futuro e foi com essa nota que a seleção rematou a semana.
Gabriela Amorim e Madalena Matias não tiveram argumentos para a Eslováquia, mas viveram uma experiência que a capitã Neuza Silva descreveu como “nova e gratificante” para as duas jovens de 17 anos.
“Quando souberam que iam jogar ficaram bastantes felizes e é esse o objetivo, que ganhem novas experiências para as curtas carreiras e continuem a trabalhar e a evoluir”, acrescentou a capitã portuguesa, no cargo há 10 anos.
Em jeito de balanço à semana, a ex-tenista e atual treinadora salientou que Portugal “cumpriu o primeiro objetivo e ficou muito perto do segundo, que era chegar ao play-off de subida”, reforçando que “temos de olhar para as coisas boas, demos muita luta e conseguimos dar a volta a jogos muito intensos.”
Quanto às estreantes da semana, Gabriela Amorim, que foi a primeira a ir a jogo, explicou que “fora do campo é muito importante puxar por quem está lá dentro para que se sintam bem” e “dentro do campo fiquei bastante feliz por ter jogado, apesar de não ter jogado um bom ténis. Pode sempre ser melhor, muito melhor, mas no próximo vou estar mais preparada e lidar melhor com a pressão porque estes momentos são bons para crescer em termos de maturidade e ter mais um jogo nas pernas com estas atletas bastante boas.”
Madalena Matias divide a paixão pelo ténis com o desenho e faria “uma paisagem com um arco-íris” para ilustrar uma semana “muito divertida” na qual viveu “um ambiente muito especial e inesquecível”. Sobre o encontro, a jovem de 17 anos afirmou que “correu bem, apesar de o resultado não retratar o jogo em si porque houve momentos em que podia ter caído para o meu lado.”