Mudanças a ter em conta no futuro?

Não é novidade os encontros prolongarem-se até depois da hora de jantar em Melbourne Park, assim como não é novidade a época de disputa do Australian Open coincidir com algumas das maiores vagas de calor de que o pais é alvo. Deste modo, porque não alterar a rotina daquele que é considerado um dos quatro torneios mais importantes do mundo?

EXTENSÃO DA JORNADA NOTURNA PARA EVITAR ONDA DE CALOR
Como em qualquer parte do globo terrestre, as temperaturas mudam drasticamente do dia para a noite em Melbourne, pelo que este último período pode precisamente apresentar-se como a melhor solução para as próximas edições do torneio. É importante ter em conta que, pela primeira vez em mais de 100 anos, o quatro primeiros dias de competição foram disputados com as temperaturas a atingirem e/ou superarem os 40º graus.
Actualmente, as jornadas inaugurais têm inicio marcado para as 11h locais, altura em que já os termómetros australianos ultrapassam, muitas vezes, os 35 graus Celsius. Desta forma, 90% dos encontros são disputados e concluídos sob elevadíssimas temperaturas – que colocam em causa não só a integridade física dos próprios atletas mas, também, de todos os que os rodeiam: espectadores, árbitros, apanha bolas… A secção noturna tem, depois, início agendado para as 19h locais, momento do dia em que o calor deixa de ser um obstáculo de dimensões avassaladoras para todos os protagonistas do torneio.
Com apenas dois jogos, são muitas as sessões noturnas que ainda assim se prolongam para lá da hora de jantar e, por vezes, da meia-noite, pelo que o término de encontros ‘fora de horas’ não é nada de novo para os australianos. Posto isto, não seria melhor adiar o começo de todos os encontros para se evitarem vagas de calor tão dramáticas como as deste ano?
MUDANÇAS SERIAM VANTAJOSAS A NÍVEL GLOBAL
Se por um lado todos os encontros terminariam mais tarde, é igualmente verdade que as condições para a prática de desporto seriam melhores, assim como as de observação dos encontros – dado que os espectadores não seriam perturbados por 45 graus em plena maratona de cinco sets que se prolonga muitas vezes por mais de três, quatro horas.
Não seria só o público australiano a ser beneficiado: em Lisboa, Paris, Londres ou Nova Iorque, todos os media e adeptos teriam a oportunidade de seguir com maior atenção o Major australiano, sendo também possível uma mais rápida e eficaz cobertura do torneio pelos próprios desportivos diários, que passariam a ter a oportunidade de oferecer aos seus seguidores conteúdos actualizados sem grandes preocupações com a diferença horária.
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