Esta terça-feira, Frederico Marques fala-nos dos dias passados ao lado de João Sousa em Dusseldorf, onde o melhor tenista português de todos os tempos disputou o ATP 250 local e atingiu os oitavos-de-final de singulares e os quartos-de-final em pares, fazendo um balanço muito positivo da semana passada na localidade germânica.
Amanhã, será dia de lhe trazermos o texto do técnico português sobre o encontro de João Sousa frente a Novak Djokovic, em Roland Garros.
ATP 250 Dusseldorf
Foi uma muito boa semana para o João. Chegámos ao torneio na sexta-feria ao final do dia porque havia a possibilidade de jogar uma primeira ronda no domingo mas como o João como acabou por ser cabeça de serie apenas começou a competir na terça-feira.
Foi a primeira semana em que conseguimos voltar a estar no mesmo nível competitivo que lhe permitiu somar tantos triunfos no ano passado. Cada treino realizado a esse mesmo nível estava presente, algo já constante ao longo dos dias e, esperemos, semanas.
Esse nível ficou demonstrado na primeira ronda de pares, onde o João e o Pablo Carreño Busta venceram dois muito bons jogadores [Dustin Brown e Julian Knowles]. Em singulares, o João acabou por perder mas foi sem dúvida o melhor dos encontros que disputou em terra batida em 2014: muito mais agressivo, com uma grande mentalidade e a pensar apenas na parte táctica, deixando assim de lado coisas que não podem ser controladas e que apenas atrapalham.
O João e o Pablo Carreño acabaram também por ser eliminados [frente a Jamie Murray e John Peers , segundos cabeças de série] nos quartos-de-final de pares por uma dupla muito experiente e melhor classificada, mas o João voltou a apresentar-se a um nível bastante elevado.
Saímos de Dusseldorf confiantes. Sabemos que não basta estar a um grande nível, é preciso vencer para calcar melhor as coisas, mas esta semana foi decidida por detalhes e quando assim é sem dúvida que será apenas uma questão de tempo.
Frederico Marques


