ATP World Tour Finals: ponto de situação II

Não restam dúvidas: a temporada de 2014 está ‘ao rubro’ e não há como chegar a um ponto de situação que deixe todos esclarecidos e de lugares bem definidos. Depois de quatro vencedores diferentes nos quatro Majors do ano, a Race to London continua a gerar muitas expectativas, emoções e, sobretudo, incertezas.

Andy Murray. É ele o herói desta semana, é ele um dos jogadores em maior destaque desde o US Open. Se à saída de Nova Iorque o britânico estava em décimo lugar na corrida ao Masters e via serem cada vez mais reduzidas as suas hipóteses de qualificação directa, com a incrível vitória deste domingo em Valência dá um salto notável do oitavo para o quinto(!) posto, ultrapassando, inclusive, Kei Nishikori.

A lista de apurados não ganha, para já, nenhum atleta; pelo contrário — dado que Rafael Nadal anunciou oficialmente a sua desistência da prova para recuperar fisicamente de uma lesão nas costas e da apendicite que lhe foi diagnosticada há um par de semanas — e a luta fica assim cada vez mais interessante: Novak Djokovic, Roger Federer e Stan Wawrinka eram os jogadores já apurados, sendo que também Marin Cilic (vencedor do US Open – explicação aqui) viu ser-lhe confirmado um lugar em Londres, portanto sobram ainda, e novamente, quatro vagas.

Campeão em Shenzhen (250), Viena (250) e Valência (500) nas últimas semanas (foi ainda semi-finalista em Pequim e chegou à terceira ronda em Xangai), Andy Murray ultrapassa de uma só vez Tomas Berdych, Marin Cilic e Kei Nishikori, sendo neste momento o tenista em melhor posição para garantir a próxima vaga. No entanto, a margem é curta. Ora veja:

  • Novak Djokovic | 9.010 pontos
  • Roger Federer | 8.520 pontos
  • Rafael Nadal | 6.835 pontos
  • Stan Wawrinka | 4.805 pontos
  • Andy Murray | 4.295 pontos
  • Kei Nishikori | 4.265 pontos
  • Marin Cilic | 4.150 pontos
  • Tomas Berdych | 4.105 pontos
  • David Ferrer | 3.865 pontos
  • ***cut-off***
  • Milos Raonic | 3.840 pontos
  • Grigor Dimitrov | 3.555 pontos

Com os tenistas a verde já apurados, o cut-off coloca-se entre David Ferrer, derrotado esta semana nas meias-finais de Valência por Murray (que já o havia batido na final de Viena) e Milos Raonic, que cedeu para David Goffin nos ‘quartos’ em Basileia e ocupa assim o lugar de primeiro suplente — assinalados a azul –, seguido de Grigor Dimitrov (também ele quarto-finalista na Suíça).

Apesar da grande subida na tabela que contabiliza os pontos da temporada, Murray não tem matematicamente garantida a presença em Londres, motivo que o leva a — pelo menos à data da publicação deste artigo — ‘insistir’ na participação no Masters 1000 de paris, à semelhança do nipónico Nishikori, também ele em muito boa posição. Será na cidade luz, dia a dia e muito provavelmente tendo em conta os resultados dos adversários directos nesta verdadeira batalha a seis, que se tomarão muitas decisões e serão, então, consumadas (ou não, dependendo das necessidades de cada um) desistências de forma a recuperar forças para o último torneio da época. O quadro, esse, não é propriamente favorável a nenhum dos envolvidos.

Cenários de qualificação direta para cada jogador, independentemente dos resultados dos rivais:

  • Andy Murray – quartos-de-final (ou melhor);
  • Kei Nishikori – meias-finais (ou melhor);
  • Tomas Berdych – meias-finais (ou melhor);
  • David Ferrer – finalista vencido (ou melhor);
  • Milos Raonic – campeão;
  • Grigor Dimitrov – campeão;
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1 comentário
  1. “Rafael Nadal anunciou oficialmente a sua desistência da prova para
    recuperar fisicamente das costas e do apêndice que lhe foi diagnosticado
    há um par de semanas” – Coitado do Nadal, 28 anos e teve o azar de lhe diagnosticarem um apêndice!!

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