Frederico Silva. É ele o vencedor da primeira edição do quadro principal de singulares masculinos do Azores Open Atlantic Series, disputado em Ponta Delgada. Em declarações ao Ténis Portugal, o jogador das Caldas da Rainha revela-se muito feliz com a vitória, fala sobre o encontro e as finais já disputadas.
“Foi um bom jogo, bastante equilibrado”, começa por afirmar referindo-se ao triunfo de hoje sobre Sam Barry, por 6-4 6-3. “Consegui entrar bem no encontro e ter boas sensações desde o início do jogo. O primeiro set foi mais equilibrado, estávamos os dois bastante nervosos e notou-se em algumas situações. No segundo set consegui soltar-me mais e jogar melhor. Consegui fazer o break no 1-1 e aumentar a vantagem, o que me deu alguma tranquilidade para o resto do encontro.”
Com a vitória de hoje, o pupilo de Pedro Félner conquistou o seu terceiro título em nove finais e diz sentir-se “muito feliz com a vitória”, dado que “depois de algumas finais perdidas por pouco sabe bem conquistar este torneio em Portugal. A vitória vai-me permitir aproximar do top300, o que me pode abrir algumas portas para jogar Challengers em breve.”
Ontem, Frederico confessara existir sempre um nervosismo extra numa final; hoje, depois de ter de esperar cerca de uma hora antes de ver a decisão ser transferida para um campo coberto e finalmente ‘arrancar’, revela que “já sabíamos que o clima iria instável, por isso estávamos preparados para ir para os cobertos quando começasse a chover. Tentei encarar isso com naturalidade e consegui manter-me focado no jogo, independentemente das diferenças das condições de jogo.”
Curiosamente, e como o próprio aponta, a vitória de hoje é a sua terceira em Portugal e os títulos conquistados até à data (Monfortinho, Pombal e Açores) ocorreram sempre na primeira edição de cada prova — “Creio que o facto de jogar em Portugal pode ter alguma influência visto ter tido sempre apoio por ‘jogar em casa’.”
Já sobre a vertente de pares, onde ao lado de Romain Barbosa somou o seu terceiro vice-campeonato em três semanas, Frederico diz que “temos jogado sempre juntos nos últimos torneiso porque, para além de nos darmos bem e jogarmos bem juntos, treinamos juntos nas Caldas da Rainha e temos uma boa relação um com o outro. Temos jogado bastantes torneios de pares e já fizemos alguns bons resultados [4-6 em finais].” A parceria, revela ainda, é para se manter.