Atualmente em Londres a acompanhar o seu pupilo no ATP World Tour Finals, Stefan Edberg deu uma entrevista à Gazzetta dello Sport na qual tece largos elogios ao suíço Roger Federer, que considera ser “uma das melhores coisas que aconteceram no ténis.”
Ex-número um mundial e vencedor de seis torneios do Grand Slam, o sueco de quarenta e oito anos aceitou o convite de Federer para assumir funções de seu treinador e diz que “não podia estar mais contente por o ter feito: o Roger é extraordinário enquanto jogador e homem fora do court; para além disso, também encontrei um grande equilíbrio com [Severin] Luthi, que o acompanha com maior frequência nos torneios.”
Já com trinta e três anos, Federer tem a capacidade de executar todas as pancadas de forma correcta e, em simultâneo, o desejo de continuar a melhorá-las, o que, segundo confessa Stefan, “é impressionante e foi o que me impressiou mais”, sendo que o técnico não deixou ainda quaisquer dúvidas em relação à importância do suíço na modalidade: “É um grande embaixador do desporto, tanto dentro como fora do campo. O Roger é uma das melhores coisas que já aconteceram ao ténis.”
Nos seus tempos de jogador, Edberg destacava-se pelo seu volley exímio e esse é precisamente um dos aspectos que mais procura trabalhar com o agora número dois do ranking: “Ir mais à rede faz parte do processo ofensivo que trabalho com o Roger, o que significa que tem de ser o primeiro a tentar ganhar o ponto e a variar o tempo de execução para utilizar as várias armas do seu repertório. Estamos a trabalhar no aumento da criatividade e imprevisibilidade, mesmo com os volleys.”
Para já, Federer ainda não tem confirmada a presença nas meias-finais do torneio de encerramento da temporada ATP mas será muito difícil falhar a fase de eliminação directa: seis jogos ganhos no encontro disputado com Murray bastam para se apurar, sendo que pode não precisar de entrar em campo para o fazer caso, no primeiro jogo do dia de amanhã, sexta-feira, Raonic vença pelo menos um set a Nishikori.