Pela Europa, pela Ásia e pela América do Sul, foram vários os jogadores a somar importantes triunfos, tanto no escalão sénior como no junior e assim se fez de vitórias a semana de 2 a 8 de fevereiro do ténis português. Mas nem só de resultados se compôs o início do mês de fevereiro.
Em Budapeste, Hungria, a seleção nacional feminina começou mal (somou três derrotas nos três encontros disputados na Pool C) mas terminou a garantir a manutenção no Grupo I da Fed Cup na próxima temporada, correspondendo assim ao objectivo principal apontado antes da partida para a competição. Uma vez mais, e à semelhança de 2014, foram Michelle Larcher de Brito, Maria João Koehler (as autoras dos triunfos frente ao Liechtenstein, no play-off decisivo), Bárbara Luz e Inês Murta as comandadas de André Lopes, que contou com o apoio de Miguel Sousa e Carlos Costa.
A pouco mais de 1.500km, em Montpellier, França, João Sousa dava continuidade ao bom arranque de temporada ao atingir as meias-finais do ATP 250 local, onde se exibiu a algum do seu melhor nível (de sempre!) para derrotar Philipp Kohlschreiber rumo à penúltima fase da competição, onde só perderia, em três sets, para Jerzy Janowicz.
Também de vitórias se fez a semana de Rui Machado, que regressou aos títulos no circuito Future com uma caminhada irrepreensível na primeira de três semanas de competição no Sri Lanka. Em Colombo, o algarvio confirmou com sucesso o estatuto de primeiro cabeça de série. Já em El Kantaoui, Tunísia, Frederico Silva chegou aos quartos-de-final de singulares do Future local, em que Romain Barbosa foi derrotado na primeira eliminatória.
Já no continente americano, Gastão Elias (que a meio da semana falou com o Ténis Portugal sobre a ausência da Taça Davis) foi ‘forçado’ a fazer uma adaptação de terra batida para piso rápido indoor em menos de quarenta e oito horas, sendo derrotado na ronda inaugural do Challenger de Dallas depois do título em Bucaramanga.
Uma vez mais, a América do Sul voltou a contar com algum do maior sucesso lusitano. A disputar o ITF de Grade 2 de Lima, no Perú, António Sabugueiro e Salvador Bandeira saíram derrotados na primeira ronda de um quadro principal de singulares que viu Felipe Cunha e Silva atingir os quartos-de-final e Nuno Borges a penúltima fase da prova (pela terceira semana em quatro); no entanto, em pares o sucesso foi ainda maior, com Cunha e Silva a celebrar o seu terceiro título consecutivo — desta feita, e como o próprio revelou ao TP, com um “sabor mais simpático” por ser ao lado de um português: Nuno Borges.