Três é o número de lados de um triângulo. Três é a conta que Deus fez. Três é o número chave da democracia. Mas três é, também, o número de finais disputadas por Romain Barbosa no seu percurso enquanto tenista profissional. E à terceira foi mesmo vez para o número 7 do ranking português, que conquistou este domingo o primeiro troféu (singulares) da carreira. Recorde-se que Barbosa havia sido derrotado na final de Elvas (2014) e Caldas da Rainha (2015).
O tão desejado e merecido momento aconteceu em solo belga, na localidade de Koksijde (aproximadamente a 130 km da capital, Bruxelas), com o luso-belga (566º) de 21 anos (nasceu em Sambreville) a levar de vencida o tenista da “casa” Joris De Loore (513º), por 6-4 e 6-3, na final da prova de 10 mil dólares em prémios monetários.
Estatísticas:
[4] Joris De Loore: 3 ases, 1 dupla-falta, 2 em 8 pontos de break concretizados, 56 pontos ganhos no total
[6] Romain Barbosa: 1 ás, 5 duplas-faltas, 4 em 7 pontos de break concretizados, 71 pontos ganhos no totalO título em Koksijde é a cereja no topo do bolo, que vem premiar o excelente momento de forma apresentado pelo atleta da Felner Academy nas últimas semanas. Ele que marcou presença nas meias-finais de dois dos três torneios disputados em Castelo Branco, em julho, e nos quartos-de-final do “Future” belga de Eupen, na semana passada.
Para a classificação pessoal de Romain Barbosa entram 18 pontos e a certeza que dentro em breve irá “furar” o top-500 mundial. A juntar a isto, a sempre importante quantia monetária, que neste caso cifra-se em aproximadamente 1300 euros.
Na próxima semana, o tenista das Caldas da Rainha deverá continuar em território belga para disputar o “Future” de Jupille-sur-Meuse, naquele que será o seu sexto torneio disputado de forma consecutiva.