As primeiras linhas do artigo que agora iniciamos podem ser encontradas no artigo publicado no passado dia 12. Estranho? Não tanto. Senão vejamos: “Este poderia muito bem ser um artigo a dar conta da maior vitória da carreira de André Gaspar Murta até à data, mas não é. A vitória esteve muito perto de ser portuguesa”, escrevemos há 14 dias, quando André Murta foi derrotado numa batalha épica frente a Maxime Chazal, em Casablanca.
O encontro de hoje frente a Gerard Granollers (308º), em Rabat, não teve contornos épicos, mas foi igualmente discutido até ao fim. Mas aquela que seria a maior vitória da carreira do algarvio voltou a ficar adiada.
André Murta (645º) saiu na frente do marcador após somar quatro jogos consecutivos (de 2-4 para 6-4), mas rapidamente percebeu-se que o vencedor do encontro seria decidido no terceiro parcial, dado o domínio absoluto do tenista espanhol na segunda partida (6-0).
Confirmado o empate no marcador, era altura de reagir e o algarvio não se ficou: liderou por 5-2 no derradeiro set e serviu a 5-3 para fechar o embate. No entanto, a pressão do momento – e a qualidade do oponente que se encontrava do outro lado da rede (não é por acaso que já esteve no 217º posto do ranking e é detentor de 14 títulos Future, quatro conquistados em 2015) – falou mais alto e estava devolvido o break. Com a responsabilidade de servir para não perder o encontro, Granollers ainda anulou um match point antes de empatar a cinco. Avizinhava-se o tie-break, que não demorou a ser conquistado pelo irmão mais novo de Marcel Granollers. Vitória então por 4-6, 6-0 e 7-6(4), ao cabo de 2h21, coloca Gerard Granollers nas meias-finais do torneio de 10 mil dólares.
A jornada desta quarta-feira foi ainda sinónimo de despedida para Vasco Mensurado (978º), que sucumbiu diante do convidado marroquino Amine Ahouda (já tinha derrotado Nuno Deus na ronda anterior), com os parciais de 6-3 e 6-2, em 70 minutos.
No torneio feminino, nota também para a eliminação de Sara Lança às mãos da 3ª pré-designada, Cristina Adamescu (703ª), por 6-3 e 6-0, num encontro em que prevaleceu a maior experiência da romena. Recorde-se que este foi apenas o terceiro torneio profissional da carreira da tenista portuguesa de 18 anos.