Nicolas Jarry (87.º) já tinha dado que falar há uma semana e o percurso no Rio de Janeiro, iniciado na fase de qualificação, apenas foi travado nas meias-finais por Carlos Alcaraz. A ambição de voos ainda mais altos aliou-se à oportunidade de deslumbrar diante do público da casa e foi o último a avançar para as meias-finais do ATP 250 de Santiago.
O chileno encontrou as ferramentas necessárias para inverter o cenário diante do qualifier Yannick Hanfmann (153.º) e levou até ao fim uma saborosa reviravolta que se concluiu pelos parciais de 3-6, 6-3 e 6-4, ao cabo de quase duas horas e meia de duração.
A agarrar a única oportunidade que dispôs para se apoderar do comando da partida, a Hanfmann bastou um único break para conquistar o primeiro parcial. Mas o jogador alemão sofreu uma réplica idêntica e foi pela margem mínima que Jarry restabeleceu a igualdade na partida. Com o ascendente do seu lado e alimentado pelo calor do público da casa, o jogador de Santiago impôs-se de imediato no derradeiro set e fintou os perigos para selar um triunfo onde não teve grande margem para errar.
Sensivelmente um ano depois de ter anotado a primeira vitória desde o regresso ao circuito após ter sido suspenso devido a um caso de doping, Nicolas Jarry volta a ter nas mãos a oportunidade de voltar a disputar uma final no ATP Tour. O anfitrião tem duelo marcado com o espanhol Jaume Munar (66.º), valendo o triunfo o apuramento para a eventual quarta final da carreira (coroou-se campeão em Bastad (2019) e saiu como finalista vencido de São Paulo (2018) e Genebra (2019).
A outra meia-final agendada da prova chilena que encerra a swing sul-americana tem como protagonista o argentino Sebastian Baez (35.º), terceiro cabeça de série que procura fazer jus ao favoritismo diante do compatriota Tomas Martin Etcheverry (76.º).