À semelhança do que acontecera há precisamente um ano, Novak Djokovic voltou a ver negado o pedido de exceção que lhe permitisse ‘fintar’ os requisitos impostos pelo governo norte-americano no que toda à vacinação contra a covid 19. O número um mundial foi barrado de entrar nos Estados Unidos da América e já com desistência anunciada de Indian Wells, também a equação de Miami deverá seguir, mais tarde ou mais cedo, o mesmo desenlace.
Todavia, os esforços de ver o líder do ranking a atuar no segundo Masters 1000 da temporada ainda não caíram por terra: Ron DeSantis, governador do Estado da Flórida, deu um passo em frente e publicou um extenso comunicado onde não só defende a entrada do campeoníssimo sérvio em solo norte-americano, como também vai mais longe e pede que o presidente Joe Biden reverta a decisão de barrar a sua entrada.
“É sabido que o pedido submetido por Novak Djokovic para entrada nos Estados Unidos não foi aceite. Essa rejeição é injusta e inaceitável, peço uma reconsideração. Já é altura de deixar de lado as políticas da pandemia para deixá-lo jogar, que é o que os americanos querem”, começou por ressaltar na nota publicada no Twitter.
E explica que a entrada do jogador não acarretaria nenhum perigo de saúde: “O banimento aplicado a Djokovic e milhões de outros visitantes parece-me não ter qualquer lógica, pois a sua vinda não iria afetar a saúde e bem-estar do povo americano. Novak Djokovic é um dos jogadores com mais sucesso da história da modalidade e, como tal, tem uma grande legião de fãs nos Estados Unidos. A sua participação no Miami Open seria uma tremenda dádiva não só para o torneio, mas também para toda a comunidade.”
Ainda com a esperança de receber Novak Djokovic a tempo do Miami Open (que arranca a 20 de março), o governador aponta Biden como responsável máximo: “O único obstáculo que impede Novak Djokovic de participar nesta competição é a a contínua atuação pouco científica e desatualizada da sua administração, relativamente aos requisitos de vacinação para os visitantes estrangeiros. John McEnroe adjetivou essas restrições como “absurdas” e ele tem razão relativamente a isso.”
“Novak Djokovic é um jogador de ténis extraordinário que tem o direito de competir no Miami Open. Peço-lhe que aceite o seu pedido de exceção par que ele possa inspirar fãs da modalidade não só na Flórida, mas em toda a nação”, rematou DeSantis.
Recorde-se que Novak Djokovic não recebeu o aval para entrar nos Estados Unidos através do pedido de exceção requerido e com isso a ausência dos dois primeiros Masters 1000 da temporada – Indian Wells e Miami – terá de ser descartada. Mas o regresso a tempo do US Open (bem como dos restantes torneios do verão norte-americano) será concretizado, dado que as restrições governamentais relativas à covid-19 serão levantadas a 12 de maio.