Com a missão de revalidar o estatuto de ‘imperador de Roma’ em curso, Novak Djokovic abriu o coração numa entrevista ao Corriere della Sera e abordou a temas mais conflituosos que inevitavelmente marcaram os seus dois últimos anos. O sérvio recuperou a questão da vacinação contra a covid 19 e admitiu que muitos o desiludiram nos momentos mais atribulados.
“Sofri-o na pele, mas muita gente admirou a forma de como me mantive constante. 95% do que se escreveu e foi dito na televisão sobre mim durante os três últimos anos é totalmente falso. Não sou anti-vacinas e nunca disse que o era, mas também não sou pró-vacinas”, frisou o ainda número um mundial, que se viu privado de disputar vários torneios por ausência de vacinação.
A estrela de Belgrado voltou a acentuar a importância de seguir as suas próprias convicções, aspeto pelo qual tem primado: “Aquilo que defendo é a liberdade de escolha, é um direito humano fundamental. Temos de ser livres para decidir o que queremos injetar no nosso corpo e o que não queremos. No meu regresso à Austrália expliquei isso à BBC, mas eliminaram muitas frases, as que não convinham.”
Inconformado com o papel de ‘vilão’ que lhe foi atribuído, Djokovic admitiu-se desapontado com a novela que se veio a desenrolar durante a pandemia: “Cumpri com todas as regras e não coloquei ninguém em perigo, mas tornei-me um caso político, que punha todo o mundo em perigo. Etiquetaram-me de forma completamente falsa, ainda me magoa isso, fui rotulado como persona non grata. Muita gente me dececionou, quando metade da sociedade está contra ti é quando vês o verdadeiro rosto de muita gente.”